A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) prendeu, neste domingo (27), em Uberlândia, um dos líderes de uma organização criminosa investigada por atuação no tráfico internacional de drogas. A prisão integra os desdobramentos da Operação Fake Rice, deflagrada em maio para desarticular o grupo apontado pelas investigações como responsável pela importação, transporte, armazenamento e distribuição de grandes quantidades de entorpecentes.
Durante a ação realizada no domingo, os agentes apreenderam drogas, uma máquina utilizada para embalagem a vácuo e mais de R$ 100 mil em tênis de luxo. A operação representa mais uma etapa das investigações conduzidas pela FICCO/MG, força integrada coordenada pela Polícia Federal (PF) e formada também pelas Polícias Militar, Civil e Penal de Minas Gerais e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Operação Fake Rice mobilizou cinco estados
A Operação Fake Rice foi deflagrada em 27 de maio para cumprir 37 mandados de prisão temporária e 39 mandados de busca e apreensão, totalizando 76 ordens judiciais. A operação também determinou o sequestro de patrimônio até o limite de R$ 120 milhões e alcançou nove cidades nos estados de Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro, as investigações tiveram como base pelo menos nove apreensões de grandes carregamentos de maconha, que somaram aproximadamente 27 toneladas da droga. Durante o trabalho investigativo, as forças de segurança também localizaram uma lavoura com cerca de 2 mil pés de maconha. O caso ganhou dimensão interestadual porque, segundo as investigações, a organização mantinha uma estrutura voltada para diferentes etapas da cadeia do tráfico, desde a entrada dos entorpecentes no país até a distribuição. O grupo seria investigado por uma atuação que se estenderia por pelo menos oito anos.
Grupo é investigado por tráfico internacional
De acordo com as investigações, a organização criminosa atuaria na importação, no transporte, no armazenamento e na distribuição de grandes quantidades de entorpecentes. A apuração aponta ainda que a maconha teria origem principalmente no Paraguai e na Colômbia, a prisão realizada em Uberlândia ocorre no contexto desse trabalho de investigação e busca alcançar integrantes considerados relevantes para a estrutura criminosa. As apreensões feitas durante a ação deste domingo também devem contribuir para o prosseguimento das apurações e para a identificação de outros elementos relacionados à atuação do grupo, a operação também envolve medidas voltadas à descapitalização da organização, como o sequestro patrimonial determinado judicialmente. O limite estabelecido para essas medidas chega a R$ 120 milhões.
Atuação integrada das forças de segurança
A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal e reúne diferentes forças de segurança em uma estrutura de atuação conjunta contra organizações criminosas. Integram a força a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN). A investigação que resultou na Operação Fake Rice reúne ocorrências relacionadas a grandes apreensões de drogas e busca identificar a estrutura e os integrantes envolvidos no esquema investigado. O desdobramento realizado em Uberlândia, com a prisão de um dos apontados como líderes da organização, dá continuidade às ações contra o grupo.






