Vereador Vitor Costa cobra explicações sobre descarte irregular de restos de caixões em Divinópolis

Vereador esteve no Parque da Colina após receber denúncias e questionou a destinação dos materiais retirados dos túmulos, além de cobrar esclarecimentos da Prefeitura.

Publicado por: Cassia Misael

O vereador Vitor Costa realizou uma fiscalização no Cemitério Municipal Parque da Colina, em Divinópolis, nesta sexta-feira (18), após receber fotos e relatos sobre o acúmulo e o descarte de restos de caixões no local. Durante a visita, o parlamentar encontrou pedaços de madeira e outros materiais provenientes de caixões e cobrou da Prefeitura esclarecimentos sobre a coleta, o transporte e a destinação final desses resíduos.

Segundo Vitor, a situação exige uma definição clara por parte do Município, principalmente porque o recolhimento desses materiais ocorre não apenas no Parque da Colina, mas também em outros cemitérios municipais. Para o vereador, a administração precisa informar qual procedimento é adotado atualmente e garantir que os resíduos tenham uma destinação adequada.

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A fiscalização ocorreu depois que o parlamentar recebeu imagens e informações sobre o material acumulado no cemitério. Durante a visita, Vitor registrou os restos de madeira e outras partes retiradas dos caixões e afirmou que pretende cobrar uma resposta formal do Executivo.

Vitor questiona descarte dos materiais

De acordo com as informações apresentadas ao vereador, anteriormente os restos de caixões, como madeiras, alças e outras peças, eram separados e armazenados em uma área do próprio Cemitério Parque da Colina. Posteriormente, esse material era incinerado.

Após questionamentos relacionados à prática, a incineração teria sido interrompida. No entanto, segundo os relatos recebidos por Vitor durante a fiscalização, uma alternativa específica para esses resíduos não teria sido implantada.

Com isso, os restos dos caixões passaram a ser recolhidos periodicamente e encaminhados junto aos resíduos municipais, conforme as informações levadas ao parlamentar.

Vitor considera necessário esclarecer oficialmente se esse procedimento segue as normas ambientais e sanitárias aplicáveis. Além disso, ele defende que o Município estabeleça um fluxo específico para esse tipo de material, com definição sobre armazenamento, coleta, transporte e destinação final.

“Estamos falando de uma coleta que acontece semanalmente neste e nos outros cemitérios. É preciso existir uma destinação adequada e um local próprio para esse material. Existem outras possibilidades, inclusive mais tecnológicas e menos danosas ao meio ambiente. Precisamos discutir uma legislação específica para que situações como essa não aconteçam”, afirmou o vereador.

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Problemas no Parque da Colina já foram denunciados

A situação também chamou a atenção do parlamentar porque o Cemitério Parque da Colina já havia sido alvo de denúncias anteriormente.

Em 2023, uma reportagem publicada em dezembro registrou problemas relacionados às condições do local, incluindo aproximadamente 16 covas abertas, além da presença de restos mortais e fragmentos de caixões expostos.

Para Vitor, o histórico reforça a necessidade de acompanhamento permanente das condições dos cemitérios municipais e de fiscalização sobre os serviços realizados nesses espaços.

O vereador afirma que pretende buscar informações junto à Prefeitura para entender quais medidas foram adotadas desde então e como o Município organiza atualmente a rotina dos cemitérios.

Vitor levanta suspeita sobre Serviço Municipal do Luto

Durante a fiscalização, Vitor Costa também questionou a condução do Serviço Municipal do Luto em meio às discussões sobre uma possível terceirização do serviço.

O vereador citou episódios recentes envolvendo a estrutura municipal. Entre eles, mencionou a abertura de uma investigação administrativa, em julho, após relatos sobre um suposto churrasco e consumo de bebidas alcoólicas em um cemitério municipal.

A existência da apuração foi divulgada pela própria Prefeitura. Vitor, entretanto, levantou dúvidas sobre a sequência de acontecimentos e afirmou que pretende acompanhar o caso.

Segundo o parlamentar, os episódios precisam ser analisados especialmente porque o Município discute uma possível terceirização do Serviço Municipal do Luto.

“Isso me cheira a boicote. A Prefeitura, de um tempo para cá, vem ela mesma produzindo materiais e divulgando situações contra o próprio Serviço Municipal do Luto. Eu quero entender o que está acontecendo. Isso me cheira a uma tentativa de convencer a população de que a terceirização é a melhor saída”, declarou.

A afirmação representa uma suspeita levantada pelo vereador, e não uma conclusão sobre a existência de boicote. Vitor afirmou que pretende buscar documentos e informações oficiais antes de apontar eventuais responsabilidades.

Vereador defende manutenção do serviço público

Vitor também afirmou que problemas identificados em serviços municipais devem resultar em fiscalização e correção das falhas, e não necessariamente em uma transferência automática da atividade para a iniciativa privada.

“Enquanto eu estiver vereador e trabalhando pelo povo de Divinópolis, vocês vão me ver defendendo o serviço público com todas as forças. Quando existe problema no serviço público, a nossa obrigação é corrigir, fiscalizar e cobrar para que ele funcione, e não usar os problemas como justificativa para entregar o serviço”, concluiu.

A partir da fiscalização, o vereador pretende cobrar da administração municipal informações sobre a atual destinação dos restos de caixões e acompanhar as medidas adotadas nos cemitérios de Divinópolis.

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