Projeto Mãos que Transformam no CAPS em Carmo do Cajuru transforma pintura em inclusão

Oficina do projeto “Mãos que Transformam” foi realizada nesta quarta-feira (10) e utiliza a arte como ferramenta de expressão, convivência, reabilitação psicossocial e fortalecimento da autonomia

Publicado por: Redação Divinews
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Carmo do Cajuru realizou, nesta quarta-feira (10), mais uma atividade do projeto “Mãos que Transformam”, iniciativa que utiliza a pintura e o artesanato como ferramentas de expressão, criatividade, convivência e fortalecimento da autonomia dos usuários da unidade. A ação é desenvolvida pela Casa da Amizade em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e integra as atividades relacionadas ao Setembro Amarelo.

A oficina foi planejada para oferecer aos participantes um espaço de criação e convivência, permitindo que cada usuário pudesse experimentar a produção artística e desenvolver novas possibilidades de expressão. A proposta parte do princípio de que a atividade manual também pode contribuir para o processo de reabilitação psicossocial, estimulando o protagonismo e ampliando os espaços de inclusão. Antes da realização das oficinas, o CAPS recebeu da Casa da Amizade a doação de insumos e materiais destinados às atividades de pintura. Os produtos serão utilizados tanto pelos usuários assistidos pela unidade quanto pelos moradores acolhidos pelo Serviço de Residência Terapêutica (SRT). Para Aline Duarte, psicóloga e referência técnica do CAPS, a iniciativa também ajuda a superar dificuldades que podem surgir no início de uma atividade. “Muitas vezes, os pacientes acabam tendo essa resistência por não saber o que fazer ou por onde começar. E, através deste projeto, a gente mostra ao paciente, devolvendo a autonomia, que ele é capaz de fazer, capaz de realizar”, destaca.

Projeto busca fortalecer autonomia

Além de proporcionar momentos de convivência e criação, o “Mãos que Transformam” prevê que as peças produzidas durante as oficinas possam ser comercializadas junto à comunidade. A proposta cria um ciclo autossustentável: os recursos obtidos com a venda dos trabalhos poderão ser utilizados na compra de novos insumos e na manutenção das próprias atividades. Dessa forma, a produção artística deixa de representar apenas uma atividade ocupacional e passa a integrar uma proposta que também valoriza a capacidade de criação e realização dos participantes. O processo permite que os usuários tenham contato com diferentes materiais, desenvolvam suas produções e possam apresentar os resultados à comunidade,  a iniciativa também amplia as possibilidades de participação social dos usuários do CAPS e dos moradores do SRT, ao criar oportunidades para que os trabalhos desenvolvidos dentro dos serviços sejam conhecidos e valorizados fora desses espaços.

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Ação integra programação do Setembro Amarelo

A realização da oficina ocorre dentro das atividades promovidas em alusão ao Setembro Amarelo, período dedicado à valorização da vida e à atenção contínua à saúde mental. Nesse contexto, o projeto reforça uma abordagem que vai além de ações pontuais, utilizando atividades de convivência e expressão como parte do cuidado oferecido aos participantes. A pintura e o artesanato funcionam como instrumentos para estimular a criatividade, fortalecer vínculos e incentivar o protagonismo,  ao transformar materiais em peças artesanais, os participantes também encontram um espaço para demonstrar habilidades e desenvolver novas experiências. A proposta, segundo a organização da atividade, contribui para o fortalecimento da autonomia e para a criação de novas oportunidades de inclusão.

Parceria amplia atividades oferecidas aos usuários

A parceria entre a Casa da Amizade e a Secretaria Municipal de Saúde permite a continuidade das oficinas por meio da disponibilização dos materiais necessários. Com os insumos destinados ao CAPS e ao SRT, os participantes poderão dar sequência às produções e, posteriormente, disponibilizar parte dos trabalhos para comercialização,  o modelo também estabelece uma dinâmica de continuidade, já que os recursos arrecadados com as peças poderão retornar ao projeto na forma de novos materiais. Assim, a iniciativa busca manter as atividades e ampliar gradualmente as possibilidades de participação dos usuários, mais do que ensinar técnicas de pintura ou produzir peças artesanais, o “Mãos que Transformam” propõe um espaço de convivência em que os participantes possam reconhecer suas próprias capacidades, fortalecer vínculos e ocupar um papel ativo no processo de criação.

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