A experiência construída no atendimento de urgência e emergência na região Oeste de Minas Gerais ganhou espaço em uma capacitação de alcance nacional. Profissionais do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Oeste (CIS-URG Oeste) participaram, entre os dias 27 e 30 de agosto, do 1º Curso Operacional de Resgate Aeromédico da Força Nacional do SUS (I CORAM), realizado na Fazenda Paricuiã, em Terra Alta, no Pará.
Mais do que participar do treinamento, dois profissionais do CIS-URG Oeste foram convidados para atuar diretamente na formação das novas equipes. A coordenadora da Central de Regulação das Urgências, Thamara Lesse, e o médico Jonatã Gomes exerceram a função de instrutores durante a capacitação, compartilhando conhecimentos e experiências adquiridos na rotina do atendimento pré-hospitalar e da regulação de urgências.
A participação coloca profissionais da região Oeste de Minas em uma formação voltada a uma área altamente especializada da saúde. O curso prepara novos integrantes e voluntários para atuar como Operadores de Suporte Médico Nacional, profissionais que poderão ser mobilizados em missões de grande complexidade, desastres ambientais e ocorrências que exigem uma estrutura diferenciada de atendimento.
Nesse tipo de cenário, o trabalho das equipes de saúde vai muito além do atendimento convencional. As operações podem envolver locais de difícil acesso, deslocamentos por aeronaves, ambientes de risco e situações nas quais decisões rápidas precisam ser tomadas em conjunto por profissionais de diferentes áreas.
Por isso, a preparação técnica é considerada fundamental para garantir segurança tanto para as equipes quanto para as pessoas que serão atendidas.
Experiência de Minas Gerais compartilhada em formação nacional
Ao atuar como instrutores, Thamara e Jonatã tiveram a oportunidade de levar para o treinamento parte da experiência acumulada no atendimento às urgências na região Oeste de Minas.
Para Thamara, a experiência também permitiu conhecer mais profundamente uma realidade operacional diferente daquela encontrada no cotidiano dos serviços de atendimento pré-hospitalar.
“O CORAM trabalha uma realidade que exige muito preparo das equipes, principalmente pela diversidade dos cenários e pela complexidade das missões. Estar como instrutora nesse processo foi uma experiência muito importante, porque conseguimos levar um pouco da nossa vivência no atendimento pré-hospitalar e, ao mesmo tempo, acompanhar uma formação voltada para situações que vão muito além da rotina”, destacou.
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A declaração evidencia um dos principais objetivos de capacitações desse porte: preparar profissionais para situações que não fazem parte da rotina diária, mas que exigem respostas rápidas e altamente coordenadas quando acontecem.
Em grandes emergências, desastres ou operações de resgate, o conhecimento técnico precisa estar associado à capacidade de trabalhar sob pressão, avaliar riscos e atuar de maneira integrada.
Quatro dias de treinamento combinaram teoria e prática
Durante os quatro dias de atividades, os participantes tiveram contato com conteúdos teóricos e práticos relacionados às operações aeromédicas.
A programação incluiu segurança de voo, embarque e desembarque tático de aeronaves, fisiologia de voo, gerenciamento de riscos, sobrevivência e navegação, operações em ambiente aquático, atividades em altura e operações com aeronaves.
A variedade de temas demonstra a complexidade da atuação de uma equipe de resgate aeromédico. Diferentemente de um atendimento realizado em ambiente hospitalar ou em uma ocorrência convencional, as equipes precisam estar preparadas para lidar com condições ambientais e operacionais que podem mudar rapidamente.
O treinamento também buscou aproximar os participantes das condições encontradas durante missões reais.
Um dos momentos de maior destaque da programação foi a realização de um voo real integrado, que permitiu colocar em prática conhecimentos trabalhados durante o curso e proporcionar aos participantes uma experiência mais próxima das operações de resgate aeromédico.
A atividade exigiu integração entre os profissionais, atenção aos protocolos de segurança e capacidade de resposta diante dos diferentes cenários apresentados.
Outros profissionais do CIS-URG Oeste também participaram
A presença do CIS-URG Oeste no curso não ficou restrita aos dois instrutores.
Também participaram da capacitação o coordenador de Enfermagem, Matheus Ronaldo; o médico Mateus Caldeira; e as enfermeiras Mariana Correa e Luana Macedo.
A formação contou ainda com a participação da enfermeira Priscila Mantovani, do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Macro Região do Sul de Minas (CISSUL).
A participação de profissionais de diferentes áreas reforça a característica multidisciplinar das operações de urgência e emergência. Em missões de maior complexidade, médicos, enfermeiros, reguladores e demais integrantes das equipes precisam atuar de forma integrada para garantir que cada etapa do atendimento seja realizada com segurança.
Capacitação amplia preparo para cenários extremos
O I CORAM foi estruturado para preparar profissionais diante de situações que podem exigir muito mais do que os conhecimentos utilizados em um atendimento de emergência convencional.
Desastres ambientais, ocorrências em áreas remotas, resgates em ambientes aquáticos ou em locais de difícil acesso podem exigir deslocamento aéreo e planejamento específico. Nessas situações, conhecer as características do voo, os riscos envolvidos e os procedimentos de embarque e desembarque pode ser determinante para a segurança da operação.
Por isso, a capacitação também representa uma preparação para momentos em que diferentes estruturas do sistema de saúde e de resposta a emergências precisam trabalhar juntas.
A experiência vivenciada pelos profissionais do CIS-URG Oeste também amplia o conhecimento técnico que poderá ser compartilhado posteriormente com as equipes que atuam na região.
Participação reforça papel do CIS-URG Oeste
A participação de profissionais do CIS-URG Oeste como instrutores e alunos em uma capacitação nacional evidencia a importância da experiência regional na construção de equipes preparadas para atuar em diferentes níveis de complexidade.
Além de representar uma oportunidade de aperfeiçoamento individual, a participação em cursos especializados permite a troca de conhecimentos entre profissionais de diferentes regiões e serviços.
No caso de Thamara e Jonatã, a atuação como instrutores acrescentou ainda outro elemento: a possibilidade de contribuir diretamente para a formação de profissionais que poderão ser acionados em situações de emergência em diferentes partes do país.
A capacitação foi concluída com êxito e sem intercorrências, encerrando quatro dias de atividades teóricas, práticas e operacionais.
Para o CIS-URG Oeste, a participação reforça o compromisso com a qualificação permanente das equipes e com o aprimoramento das estratégias de atendimento às urgências.






