Patrimônio dos vices de Minas varia de R$ 12 mil a R$ 7,8 milhões; veja quanto cada candidato declarou ao TSE

Os 11 candidatos a vice-governador informaram seus bens ao TSE; Jarbas Soares lidera a lista, enquanto dois nomes declararam não possuir patrimônio.

Publicado por: Redação

A disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026 também revela diferenças expressivas no patrimônio declarado pelos candidatos a vice-governador. Os 11 nomes que integram as chapas registradas na Justiça Eleitoral apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os bens que possuem, e os valores variam de R$ 12,1 mil a R$ 7,83 milhões. Os dados estão disponíveis no sistema DivulgaCandContas, plataforma oficial utilizada pela Justiça Eleitoral para divulgar informações sobre candidaturas e contas eleitorais. A declaração patrimonial faz parte do processo de registro e permite ao eleitor consultar os bens informados por cada candidato.

Entre os vices, Jarbas Soares (PSB), que compõe a chapa de Patrus Ananias (PT), aparece com o maior patrimônio declarado. No outro extremo, Renato Campos Amaral (UP) informou pouco mais de R$ 12 mil em bens.Além disso, Ellen Miziara (PL), Warlen Nunes (PCB) e outros candidatos apresentaram declarações sem bens, enquanto os demais registraram patrimônios que passam de dezenas de milhares a milhões de reais.

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É importante destacar que os valores correspondem ao patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, e não necessariamente ao valor de mercado dos bens. Portanto, a comparação serve como fotografia patrimonial das candidaturas no momento do registro.

Jarbas Soares tem o maior patrimônio entre os vices

O maior patrimônio declarado entre os candidatos a vice-governador é o de Jarbas Soares (PSB), que integra a chapa encabeçada por Patrus Ananias.

O candidato informou ao TSE patrimônio de aproximadamente R$ 7,83 milhões. Segundo os dados divulgados, uma parcela significativa desse valor está concentrada em imóveis.

Jarbas é advogado e possui longa trajetória na política e no serviço público de Minas Gerais. Em 2026, aparece na chapa do PT como candidato a vice-governador, levando para a disputa um patrimônio que supera com folga o dos demais candidatos que ocupam a mesma posição nas chapas.

A diferença chama atenção principalmente quando comparada aos candidatos que declararam patrimônios inferiores a R$ 100 mil ou que informaram não possuir bens.

Carlos Mosconi declara R$ 3 milhões

Na chapa de Alexandre Kalil (PDT), o candidato a vice é Carlos Mosconi (PSDB), que declarou R$ 3 milhões em patrimônio.

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A declaração é composta por um único bem: uma casa em Poços de Caldas, avaliada em R$ 3 milhões. Os dados disponíveis no sistema eleitoral também confirmam o valor total informado à Justiça Eleitoral.

O patrimônio coloca Mosconi entre os candidatos a vice com maior volume de bens declarados nesta eleição. Médico e ex-deputado, ele integra a chapa de Kalil na disputa pelo Palácio Tiradentes.

Maria Helena Lopes informa R$ 3,22 milhões

A empresária e vereadora Maria Helena de Quadros Lopes (MDB), candidata a vice na chapa de Gabriel Azevedo (MDB), declarou R$ 3.225.671,11 em bens.

O patrimônio representa crescimento em relação à declaração apresentada anteriormente. Segundo levantamento baseado nos registros eleitorais, Maria Helena havia declarado aproximadamente R$ 2,91 milhões em 2016 e agora apresenta patrimônio superior a R$ 3,2 milhões.

A maior parcela do patrimônio informado em 2026 está concentrada em terrenos no bairro Reserva Real, conforme dados divulgados sobre a declaração da candidata.

A presença de Maria Helena na chapa do MDB também coloca um nome com trajetória política municipal na disputa estadual, já que ela exerce mandato de vereadora em Montes Claros.

Danilo de Castro declara pouco mais de R$ 3 milhões

O candidato a vice de Mateus Simões (PSD) é Danilo de Castro (União Brasil), que declarou R$ 3.050.227,06 à Justiça Eleitoral.

A declaração reúne 26 bens, segundo os registros disponíveis.

Com mais de R$ 3 milhões declarados, Danilo aparece praticamente no mesmo patamar patrimonial de Carlos Mosconi e Maria Helena. A diferença, entretanto, está na composição dos bens apresentados ao TSE, já que a declaração de Danilo reúne um número maior de itens.

A candidatura também chama atenção pela trajetória política de Danilo, que possui longa atuação na administração pública mineira e integra a chapa de Mateus Simões na tentativa de continuidade do atual grupo político no comando do estado.

Luís Eduardo Falcão declara R$ 1,17 milhão

Na chapa de Cleitinho (Republicanos), o candidato a vice é Luís Eduardo Falcão, que declarou R$ 1.178.441,58 em patrimônio.

Os dados disponíveis indicam que a declaração reúne sete bens.

Falcão é ex-prefeito de Patos de Minas e chega à disputa estadual com um patrimônio superior a R$ 1 milhão. Segundo levantamento sobre seus registros eleitorais, o valor representa crescimento em relação aos cerca de R$ 869 mil declarados em 2020.

A composição da chapa coloca, portanto, dois nomes com trajetória política própria na disputa: Cleitinho como candidato ao governo e Falcão como vice.

Cabo David Souza declara R$ 28,8 mil

Entre os candidatos com patrimônio mais baixo aparece Cabo David Souza (Missão), vice na chapa de Ben Mendes.

Ele informou à Justiça Eleitoral patrimônio de aproximadamente R$ 28,8 mil, praticamente todo concentrado em um Volkswagen CrossFox 2006.

A declaração mostra uma diferença bastante significativa em relação aos candidatos que ultrapassam a marca dos R$ 3 milhões.

Enquanto Ben Mendes informou não possuir bens, seu vice apresentou um patrimônio de valor relativamente baixo, composto essencialmente por um veículo.

Renato Campos tem patrimônio de R$ 12,1 mil

Na chapa da candidata Indira Xavier (UP), o candidato a vice é Renato Campos Amaral, que declarou R$ 12.100 em patrimônio.

A declaração é bastante simples: inclui um Fiat Palio ano 1997, avaliado em R$ 12 mil, além de R$ 100 mantidos em conta corrente na Caixa Econômica Federal.

O valor coloca Renato Campos na última posição entre os patrimônios declarados pelos 11 candidatos a vice-governador de Minas em 2026.

A diferença para o patrimônio do primeiro colocado, Jarbas Soares, é superior a R$ 7,8 milhões.

Diana de Cássia declara R$ 64 mil

A professora Diana de Cássia Silva (PSTU), candidata a vice na chapa de Rafael Duda, informou patrimônio de aproximadamente R$ 64 mil.

A declaração reúne valores mantidos em cadernetas de poupança e um automóvel. Entre os bens informados aparece um Nissan Versa 2014, avaliado em aproximadamente R$ 35 mil.

O patrimônio atual também representa uma redução expressiva em comparação com o declarado em 2022. Naquele ano, Diana havia informado aproximadamente R$ 389 mil.

Ellen Miziara declara que não possui bens

A candidata a vice na chapa de Flávio Roscoe (PL), Ellen Miziara, informou à Justiça Eleitoral que não possui bens a declarar.

A informação consta no registro da candidatura apresentado ao TSE.

Ellen é vereadora de Uberaba e integra a chapa do PL na disputa pelo Governo de Minas.

Nesse caso, portanto, o patrimônio declarado é R$ 0, conforme a informação registrada no sistema eleitoral.

Warlen Nunes também não declarou bens

O candidato a vice de Túlio Lopes (PCB), Warlen Nunes, também informou à Justiça Eleitoral que não possui bens a declarar.

A candidatura integra uma chapa do PCB, com Túlio Lopes na disputa pelo Governo de Minas e Warlen Nunes como vice.

Com isso, Warlen aparece entre os candidatos que registraram patrimônio zerado nesta eleição.

Um cenário bastante diferente entre os candidatos

Os números mostram uma distância significativa entre os patrimônios declarados pelos candidatos a vice-governador.

De um lado está Jarbas Soares, com cerca de R$ 7,83 milhões. Na sequência aparecem candidatos como Carlos Mosconi, com R$ 3 milhões; Maria Helena de Quadros Lopes, com R$ 3,22 milhões; e Danilo de Castro, com R$ 3,05 milhões.

Já Luís Eduardo Falcão declarou R$ 1,17 milhão.

Na outra ponta, aparecem patrimônios muito menores. Diana de Cássia declarou R$ 64 mil; Cabo David Souza, cerca de R$ 28,8 mil; e Renato Campos, R$ 12,1 mil.

Além disso, Ellen Miziara e Warlen Nunes informaram não possuir bens a declarar.

Por que a declaração dos vices também importa?

Embora a atenção da campanha normalmente se concentre nos candidatos ao governo, o vice-governador ocupa uma posição relevante na estrutura política do estado. Além de substituir o governador em determinadas situações, o vice pode assumir funções administrativas e políticas importantes ao longo do mandato.

Por isso, conhecer quem são os candidatos a vice e quais informações eles apresentaram à Justiça Eleitoral amplia a visão do eleitor sobre as chapas que estarão nas urnas.

A declaração patrimonial, nesse contexto, não deve ser analisada isoladamente. Ela representa apenas uma das informações disponíveis sobre cada candidatura, ao lado da trajetória política, das propostas, das alianças e do histórico de atuação pública.

Ainda assim, os números ajudam a revelar uma característica importante da eleição de 2026: as chapas que disputam o Governo de Minas reúnem candidatos a vice com perfis patrimoniais extremamente diferentes.

Do patrimônio milionário de Jarbas Soares aos R$ 12,1 mil declarados por Renato Campos, passando pelos candidatos que informaram não possuir bens, a disputa reúne realidades econômicas distintas em torno da mesma eleição.

E essa diferença, agora registrada oficialmente no sistema da Justiça Eleitoral, passa a fazer parte das informações que o eleitor pode consultar antes de decidir seu voto.

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