Nota 8,2 coloca escola pública no topo do IDEB em Divinópolis; entenda o que está por trás do resultado

Desempenho é atribuído à dedicação dos estudantes, ao trabalho diário dos educadores e à participação das famílias; desafio agora é manter o resultado nos próximos anos

Publicado por: Redação Divinews

Nota 8,2 no IDEB e a primeira colocação em Divinópolis. O resultado colocou uma instituição da rede pública em posição de destaque na educação do município e transformou a conquista em motivo de comemoração para estudantes, professores, direção, especialistas e familiares. Por trás do número, porém, a comunidade escolar destaca um trabalho construído ao longo do tempo, baseado no acompanhamento dos alunos, planejamento das atividades, dedicação dos educadores e, principalmente, na aproximação entre família e escola.

O desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) representa, para os profissionais envolvidos, muito mais do que uma boa colocação em uma avaliação. Dentro da comunidade escolar, a nota passou a simbolizar o reconhecimento de um processo desenvolvido diariamente e que envolveu diferentes setores da instituição. A conquista foi recebida com entusiasmo por professores e demais profissionais que acompanharam de perto a preparação dos estudantes. “É muito importante, porque é uma excelente nota. Todos nós estamos muito felizes, extremamente felizes, e é o reconhecimento do nosso trabalho e do esforço de cada aluno e, principalmente, da família que nos apoia, que está sempre aqui com a gente, participando e dando a sua contribuição”, afirmou uma das profissionais.

Continua depois da publicidade

Na avaliação da equipe, portanto, não existe um único responsável pelo resultado. A nota é considerada consequência de uma construção coletiva, na qual estudantes, educadores e familiares tiveram participação direta. Trabalho começou muito antes da avaliação,  o resultado alcançado no IDEB não começou a ser construído às vésperas da aplicação das provas. Segundo os educadores, o processo ocorreu durante todo o ano, com planejamento, acompanhamento das dificuldades apresentadas pelos estudantes e realização constante de atividades destinadas a fortalecer a aprendizagem. Para quem está diariamente dentro da sala de aula, enxergar esse trabalho refletido em uma avaliação externa traz uma sensação particular de realização. “É muito orgulho. Eu falo que é uma felicidade imensa para um professor regente de turma ver os objetivos alcançados. Porque a gente vem trabalhando durante todo o ano para alcançar os objetivos”, relatou uma professora.

Ela acrescentou que o momento em que os resultados são divulgados permite aos profissionais avaliar se aquilo que foi desenvolvido ao longo do período conseguiu efetivamente chegar aos estudantes. “Quando você realiza as provas e a gente tem esse resultado, a gente fica muito feliz”, completou. Nota 8,2 vira reconhecimento coletivo, a avaliação da comunidade escolar é de que a nota 8,2 representa o reconhecimento não somente dos professores, mas também dos próprios estudantes e das famílias que acompanharam o processo. O desempenho coloca em evidência uma rotina que, muitas vezes, acontece longe dos holofotes: preparação de aulas, planejamento pedagógico, correção de atividades, identificação das dificuldades individuais, acompanhamento dos alunos e diálogo constante com os responsáveis. Por isso, o resultado foi recebido como uma conquista de toda a comunidade, a expectativa agora é transformar o desempenho também em estímulo para os próximos anos, mantendo as estratégias que apresentaram resultados e buscando novos avanços na aprendizagem.

Família aparece como peça fundamental,  entre os fatores mencionados pelos profissionais, a participação das famílias aparece repetidamente como uma das bases do resultado. Para os educadores, o trabalho realizado dentro da escola precisa encontrar continuidade fora dela. A percepção é de que, quando pais e responsáveis acompanham o desenvolvimento dos estudantes, incentivam a realização das atividades e mantêm diálogo com os professores, o processo educacional se torna mais consistente. “Primeiro, a gente precisa de uma parceria, que é a família e a escola, porque a gente não caminha sem a família. Então, os alunos tiveram um incentivo da família e depois da professora”, explicou uma profissional. Essa parceria, segundo a equipe, também contribui para que os estudantes compreendam que o desempenho escolar não depende exclusivamente do professor ou da instituição.

Trata-se de uma construção compartilhada,  atividades foram trabalhadas diariamente. Além da participação familiar, os educadores destacaram a utilização de materiais de apoio e a continuidade das atividades pedagógicas. Cadernos de atividades encaminhados pelo Governo foram utilizados durante a preparação dos estudantes e, conforme relatado pela equipe, contribuíram para o trabalho realizado em sala de aula. “Então, a gente trabalhou muitas atividades. O governo enviou para a escola os cadernos de atividades, que ajudaram muito as crianças, e foi um trabalho dia a dia mesmo”, explicou uma das educadoras. A expressão “dia a dia” resume um dos principais pontos destacados pelos profissionais. O desempenho não é atribuído a uma preparação pontual para uma prova, mas a uma sequência de ações desenvolvidas durante o período letivo.

Isso inclui acompanhar o ritmo de cada turma, observar dificuldades, reforçar conteúdos e estabelecer objetivos de aprendizagem. Estudantes também comemoram o primeiro lugar, se entre os adultos o sentimento é de reconhecimento profissional, entre os estudantes a conquista ganhou outro significado: orgulho de pertencer à comunidade escolar. Um dos alunos demonstrou entusiasmo ao falar sobre o resultado e sobre o fato de estudar em uma instituição que chegou à primeira colocação. “É muito bom estudar aqui sabendo que a nossa escola está em primeiro lugar e faz toda a diferença, porque a gente estuda para o futuro da escola, para ela ser a melhor”, contou. A declaração mostra justamente um dos aspectos que a equipe considera importantes no processo educacional: fazer com que o estudante se enxergue como parte da instituição e também como protagonista das conquistas alcançadas.

Quando o resultado deixa de ser apenas uma estatística e passa a ser compreendido pelo próprio aluno como consequência do seu esforço, a avaliação ganha outro significado, do resultado de hoje para os sonhos do futuro. E, em meio à comemoração pela nota alcançada, a conversa com os estudantes também revelou sonhos que começam a ser construídos ainda dentro da sala de aula. Questionado sobre o que pretende ser no futuro, um dos alunos respondeu sem hesitar: advogado. A escolha tem uma inspiração familiar. “Porque a minha madrinha é advogada. Eu acho muito legal ela ser uma advogada”, contou. A resposta simples ajuda a dimensionar uma função da escola que ultrapassa qualquer índice. Ao mesmo tempo em que os resultados das avaliações permitem medir parte do desempenho educacional, o ambiente escolar também é onde crianças e adolescentes começam a projetar possibilidades para o próprio futuro.

Continua depois da publicidade

Pertencimento pode fazer diferença na aprendizagem. Outro aspecto destacado pelos profissionais foi justamente o sentimento de pertencimento. Para a equipe, existe uma diferença significativa quando o estudante entende que faz parte daquela comunidade e percebe que professores, direção, funcionários e familiares estão envolvidos com seu desenvolvimento .“Quando o aluno se sente pertencente àquela comunidade, quando os pais e toda a comunidade escolar abraçam a escola, é diferente”, afirmou uma das profissionais. A mobilização, segundo ela, alcançou praticamente todos os setores. Professores, especialistas, direção e secretaria trabalharam para criar condições para que os estudantes pudessem demonstrar o potencial construído ao longo do processo de aprendizagem. “E a gente sabe que os professores, os especialistas, a direção, a secretária, todos estavam mobilizados mesmo para que os nossos alunos conseguissem fazer com que a escola mostrasse o real potencial que ela tem”, acrescentou.

IDEB é um dos principais indicadores da educação básica, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é utilizado para acompanhar o desempenho da educação brasileira e reúne informações relacionadas à aprendizagem e ao fluxo escolar. Por isso, resultados de destaque costumam ganhar importância não apenas dentro das unidades de ensino, mas também no debate sobre a qualidade da educação oferecida aos estudantes. No caso de Divinópolis, alcançar 8,2 colocou a instituição em posição de destaque no município e provocou uma comemoração que envolveu toda a comunidade escolar. Entretanto, internamente, a avaliação é de que a nota não deve representar um ponto final. Depois do 8,2, desafio é manter o desempenho, se chegar ao topo trouxe orgulho, permanecer entre os melhores passa a ser o próximo desafio. A comunidade escolar pretende continuar investindo no acompanhamento dos estudantes, no planejamento pedagógico e na parceria com os familiares para que o desempenho possa ser mantido nos próximos ciclos. A nota também aumenta a responsabilidade de preservar aquilo que funcionou e identificar pontos que ainda podem avançar.

Dessa maneira, o 8,2 no IDEB deixa de representar apenas o resultado de uma avaliação já realizada e passa a funcionar como referência para o trabalho que continuará sendo desenvolvido. Mais do que celebrar uma posição, professores e demais profissionais enxergam a conquista como demonstração do que pode acontecer quando os diferentes integrantes da comunidade escolar caminham na mesma direção. No fim, o primeiro lugar aparece como consequência. Por trás dele estão estudantes que fizeram as avaliações, professores que acompanharam cada etapa da aprendizagem, profissionais que organizaram o funcionamento da instituição e famílias que, segundo a própria equipe, estiveram presentes durante o processo. É justamente essa soma de esforços que a comunidade escolar considera a principal responsável por transformar meses de trabalho em uma nota 8,2 e colocar a educação pública de Divinópolis em evidência, nota 8,2 no IDEB coloca instituição pública no topo da educação em Divinópolis, do esforço ao 8,2: resultado no IDEB coloca educação pública de Divinópolis em destaque. No topo do IDEB: nota 8,2 vira motivo de orgulho para alunos, professores e famílias em Divinópolis

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados