Forte abalo atingiu o oeste colombiano, provocou desabamentos e mobiliza uma grande operação de busca por sobreviventes; tremor também foi sentido no Brasil um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira (10) e provocou uma das maiores tragédias recentes do país. O tremor deixou um amplo rastro de destruição, com edifícios e residências destruídos, centenas de feridos e equipes trabalhando entre os escombros.
Nesta terça-feira (11), enquanto o número de vítimas continuava sendo atualizado pelas autoridades, relatos de sobreviventes começaram a revelar a dimensão dos momentos de pânico vividos durante o abalo. Entre eles está o brasileiro Saulo Oliveira, morador da Colômbia há 12 anos, que afirmou nunca ter enfrentado um terremoto daquela intensidade. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto atingiu magnitude 7,4 e ocorreu a aproximadamente 107 quilômetros de profundidade, nas proximidades de San José del Palmar. O registro oficial aponta o horário de 12h34 UTC de segunda-feira. Terremotos
A dimensão do desastre ficou ainda mais evidente ao longo desta terça-feira, à medida que as equipes avançaram nas buscas. Informações mais recentes da Reuters apontam que o número de mortos já ultrapassou 250, enquanto as autoridades alertam que o balanço ainda pode aumentar. Cali e Pereira estão entre as cidades mais duramente atingidas.
Brasileiro descreve momentos de tensão. Em entrevista à CNN Brasil, Saulo Oliveira, brasileiro que vive na região de Antioquia, contou que estava em casa com a família quando percebeu movimentos muito fortes. O tremor começou enquanto ele e a esposa ainda acordavam. Segundo seu relato, teto e paredes balançaram intensamente e sua primeira preocupação foi chegar até os três filhos. Saulo contou que precisou retirar as crianças dos quartos enquanto o chão ainda estava instável. Depois, a família conseguiu deixar a residência e procurar uma área aberta. O brasileiro, que mora há 12 anos na Colômbia e já havia experimentado outros tremores, classificou o episódio como algo completamente diferente do que havia presenciado anteriormente.“Nunca vivi um tremor tão forte”, afirmou em entrevista à emissora.
Depois do terremoto, ele também relatou preocupação com possíveis réplicas. Alguns moradores permaneceram fora das residências por receio de novos abalos.
Buscas continuam entre os escombros, enquanto sobreviventes relatam o momento do terremoto, equipes de emergência enfrentam uma corrida contra o tempo.
Policiais, militares, bombeiros, voluntários e socorristas participam das operações em diferentes cidades. Edifícios de vários andares desabaram ou sofreram danos significativos, enquanto milhares de moradores precisaram deixar suas casas. As operações concentram esforços principalmente nas regiões mais atingidas. Cali e Pereira apresentam alguns dos cenários mais graves, com danos expressivos em construções e infraestrutura.
Além disso, os trabalhos são dificultados pelos danos nas comunicações, interrupções de serviços essenciais e problemas na infraestrutura de transporte.
Hospitais também foram atingidos, a força do terremoto também comprometeu unidades de saúde. Em Cali, áreas de hospitais sofreram danos e pacientes precisaram receber atendimento fora dos prédios por questões de segurança. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, diferentes instituições de saúde tiveram que ser esvaziadas devido a problemas estruturais. O cenário amplia a pressão sobre as equipes de emergência justamente no momento em que centenas de pessoas precisam de atendimento, quase 100 réplicas aumentam apreensão. Além dos estragos provocados pelo primeiro tremor, a população enfrenta o temor de novos abalos.
A Reuters informa que quase 100 réplicas já haviam sido registradas enquanto as operações de busca prosseguiam. Esse cenário mantém autoridades e moradores em estado de atenção. O terremoto foi considerado um dos mais fortes registrados na Colômbia em décadas. A região atingida faz parte de uma área geologicamente ativa, influenciada pela movimentação de placas tectônicas, tremor chegou a ser sentido no Brasil, a força do terremoto ultrapassou as fronteiras colombianas.
Em Manaus, no Amazonas, moradores relataram ter sentido tremores na manhã de segunda-feira. Os relatos surgiram após o terremoto de magnitude 7,4 registrado na Colômbia. A profundidade e a magnitude do evento ajudam a explicar por que seus efeitos puderam ser percebidos a grandes distâncias.
Colômbia enfrenta consequências da tragédia
Além das vítimas, o terremoto deixou milhares de pessoas desalojadas e provocou danos significativos à infraestrutura colombiana, com as buscas ainda em andamento nesta terça-feira, o balanço permanece provisório. A prioridade das autoridades e dos socorristas continua sendo localizar sobreviventes, prestar atendimento aos feridos e garantir abrigo e assistência às famílias afetadas. A tragédia também mobiliza ajuda internacional. Segundo a Reuters, Estados Unidos, Banco Interamericano de Desenvolvimento e organismos internacionais anunciaram apoio às ações de emergência e recuperação.






