O homicídio registrado na Rua Goiás, em Divinópolis, no dia 30 de julho, deixou de ser apenas mais um crime investigado pelas forças de segurança e passou a reunir elementos que, na avaliação da própria investigação, revelam uma ação de extrema violência. Depois que a vítima, Gustavo Rodrigues dos Santos, de 25 anos, caiu ao solo atingida por disparo de arma de fogo, o autor, Pedro Henrique Souza Oliveira, também de 25 anos, teria retornado para se certificar que os tiros o acertou e efetuado ainda novos disparos na região da cabeça, circunstância que reforça a linha investigativa de uma execução, e não apenas um crime passional motivo por emoção. Enquanto a Polícia Civil avança na apuração, o principal investigado, Pedro Henrique, permanece foragido e já possui mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, expedido na última quarta-feira (04), pelo Juiz Ivan Pacheco de Castro
Justiça decretou prisão temporária
A 1ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis acolheu a representação da autoridade policial e decretou a prisão temporária de Pedro Henrique Souza Oliveira pelo prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada caso a investigação demonstre necessidade. O mandado foi expedido em 4 de agosto e determina que qualquer autoridade policial proceda imediatamente à captura do investigado. A decisão judicial representa um novo capítulo na investigação e reforça o entendimento de que há elementos suficientes para justificar a restrição da liberdade do suspeito durante a fase investigativa.
Investigação aponta fuga e possível ocultação da arma
Conforme o histórico da ocorrência policial, além das diligências realizadas para localizar Pedro Henrique, outro homem, identificado como Hauan, foi localizado pelas equipes policiais e conduzido à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Segundo o boletim de ocorrência que o Divinews teve acesso, existiriam indícios de sua participação na ocultação da arma de fogo utilizada no crime e também no auxílio à fuga do principal investigado. A investigação sobre sua eventual participação prossegue e caberá às autoridades competentes definir eventual responsabilização criminal.
Enquanto isso, equipes do Comando Tático realizaram buscas na residência atribuída ao investigado, porém Pedro Henrique não foi encontrado.
Ex-companheira prestou depoimento
Ainda segundo o boletim, policiais localizaram a ex-namorada do investigado. Ela informou que manteve relacionamento amoroso com Pedro Henrique durante aproximadamente três anos, mas que o namoro havia terminado cerca de um ano antes do homicídio. Segundo seu relato, após iniciar relacionamento com a vítima, Pedro Henrique tentou reatar a relação, porém não voltou a procurá-la depois disso.
A testemunha também declarou não ter conhecimento de ameaças anteriores nem de conflitos entre os dois homens, acreditando que o desentendimento que culminou no homicídio teria começado no próprio local dos fatos.
Divinews apura novas informações
Durante esta segunda-feira (10), o Divinews obteve novas informações junto a fontes que acompanham a investigação. Segundo essas fontes, existe a possibilidade de Pedro Henrique estar escondido no município de Pitangui, hipótese que ainda é objeto de diligências policiais e não foi oficialmente confirmada pela Polícia Civil.
As mesmas fontes relataram que o investigado enfrentaria problemas financeiros e possuiria diversas dívidas. O Divinews também apurou que pessoas que cobravam esses débitos já teriam feito ameaças ao suspeito em datas anteriores ao crime. Essas informações são objeto de apuração jornalística e não integram, até o momento, o conteúdo oficial do inquérito policial.
Do crime passional à hipótese de execução
Nos primeiros dias após o homicídio, a principal linha de investigação girava em torno de um conflito motivado por relacionamento amoroso envolvendo o investigado, sua ex-companheira e a vítima. Entretanto, os elementos já conhecidos da investigação passaram a conferir outra dimensão ao caso.
Segundo a dinâmica apurada pelas autoridades, após atingir a vítima inicialmente, o autor teria retornado quando ela já estava caída ao solo e efetuado novos disparos na região da cabeça. Caso essa dinâmica seja integralmente confirmada durante a instrução criminal, o episódio poderá reforçar a tese de que a violência extrapolou um conflito interpessoal e assumiu características típicas de uma execução.
Além da morte da vítima, os disparos efetuados em plena Rua Goiás, uma das vias movimentadas da cidade, também expuseram motoristas, pedestres e comerciantes ao risco, ampliando a gravidade dos fatos investigados.
Caçada continua
Enquanto o mandado de prisão permanece em aberto, policiais civis e militares continuam realizando diligências para localizar Pedro Henrique Souza Oliveira. As investigações prosseguem para esclarecer completamente a motivação do crime, localizar a arma utilizada no homicídio e identificar eventual participação de outras pessoas.
Relembre
Na noite de 30 de julho, Gustavo foi morto a tiros na Rua Goiás, em Divinópolis. Conforme as primeiras informações divulgadas pelo Divinews, a vítima foi atingida em via pública e morreu antes da chegada do socorro. O crime causou forte repercussão pela violência empregada e pela quantidade de pessoas que transitavam pela região no momento dos disparos.
Família
Recentemente, na missa de sétimo dia, realizada na última sexta-feira (07), a família consternada se expressou querendo que a Justiça seja feita – Familiares vestiram camisetas com a foto de Gustavo.







