O Tribunal do Júri condenou um homem de 41 anos a 20 anos e 9 meses de prisão pelo Feminicídio da companheira, em Bom Despacho. A decisão também determinou a perda do poder familiar sobre a filha do casal, prisão imediata e indenização à família da vítima. O crime aconteceu na madrugada de quarta-feira (2), em fevereiro de 2022, após uma discussão iniciada na noite anterior entre o casal.
Durante o desentendimento, o homem atacou a companheira, de 23 anos, e provocou sua morte por asfixia, quando policiais militares chegaram à residência, encontraram a vítima sem vida, o corpo estava enrolado em uma colcha dentro da casa. A filha do casal, com apenas 1 ano e 5 meses, dormia em outro quarto enquanto o crime já havia ocorrido, após o assassinato, os familiares assumiram os cuidados da criança.
Depois do crime, o autor deixou o imóvel e realizou uma corrida por aplicativo, as investigações apontaram que ele ainda manteve contato com algumas pessoas antes de desaparecer, o homem não foi localizado durante o período de flagrante, apresentou-se espontaneamente pelas autoridades, o julgamento também considerou o histórico de violência registrado durante o relacionamento, testemunhas descreveram uma convivência marcada por conflitos frequentes.
Um boletim de ocorrência anterior registrava agressões sofridas pela vítima quando ela estava grávida de 8 meses, esse histórico reforçou o contexto de violência doméstica analisado durante o julgamento, pois o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pela acusação, os jurados entenderam que o homicídio ocorreu por asfixia e no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Além da pena de prisão, o juízo determinou a destituição do poder familiar do condenado em relação à filha, também fixou indenização de R$ 20 mil destinada à família da vítima, como o réu respondia ao processo em liberdade, recebeu voz de prisão imediatamente após o encerramento da sessão do Tribunal do Júri, o resultado entre a promotora responsável pelo julgamento afirmou que a decisão representa uma resposta esperada pela família. Segundo ela, a condenação trouxe conforto à mãe da vítima após anos de espera pela responsabilização criminal, o julgamento encerra uma das investigações de maior repercussão registradas em Bom Despacho nos últimos anos e reforça o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher.






