Tarifaço do Trump: Brasil pode se tornar país com a 2ª maior taxa; Pix na mira

Governo norte-americano avalia aplicar tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Investigação cita Pix, plataformas digitais e outras políticas comerciais do Brasil.

Publicado por: Victor de Castro

O governo dos Estados Unidos deverá anunciar até quarta-feira (15) se aplicará novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida integra uma investigação comercial conduzida pela administração norte-americana, que aponta supostas práticas adotadas pelo Brasil consideradas prejudiciais aos interesses de empresas dos EUA.

O processo é conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que recomendou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A proposta ainda depende da decisão final da Casa Branca.

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Caso a recomendação seja confirmada, o Brasil passará a ocupar a segunda posição entre os países mais afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, ficando atrás apenas da China.

A projeção é do Global Trade Alert (GTA), plataforma internacional de monitoramento de políticas comerciais mantida pelo centro de estudos suíço St. Gallen Endowment.

Atualmente, o Brasil ocupa a 13ª posição no ranking dos países submetidos às maiores tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos.

Pix está entre os pontos questionados

A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, legislação norte-americana que permite apurar práticas comerciais consideradas desleais e aplicar medidas de retaliação.

No relatório, o USTR afirma que algumas políticas brasileiras criariam obstáculos às empresas dos Estados Unidos.

Entre os principais pontos citados está o Pix. Segundo o governo norte-americano, o Banco Central atua simultaneamente como regulador e operador do sistema de pagamentos instantâneos, o que poderia favorecer a plataforma em relação a empresas privadas que oferecem serviços semelhantes.

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O documento também aborda decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acordos tarifários firmados pelo Brasil, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.

Exportações brasileiras podem ser afetadas

Se a tarifa adicional de 25% for confirmada, parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos ficará mais cara no mercado norte-americano. O relatório prevê exceções para alguns itens específicos.

A decisão é acompanhada pelo governo brasileiro e pelo setor exportador, que avaliam os possíveis impactos sobre a competitividade dos produtos nacionais e sobre as futuras negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

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