A eliminação da Seleção Brasileira ainda nas oitavas de final, após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, reacendeu uma pergunta que já circulava nos bastidores da política mineira: teria chegado a hora de o senador Cleitinho Azevedo anunciar se será ou não candidato ao Governo de Minas?
A dúvida surgiu porque o próprio parlamentar já havia sinalizado que só trataria do assunto depois da Copa do Mundo. Para o Brasil, porém, a Copa acabou mais cedo. A Seleção foi eliminada, o sonho do hexa ficou pelo caminho e, politicamente, o resultado da competição já não tem mais qualquer influência direta sobre o país. A partir de agora, a bola segue rolando para outras seleções, mas não mais para o brasileiro.
Logo após a derrota, o Divinews entrou em contato diretamente com o senador Cleitinho e fez a pergunta que muitos aliados, adversários e observadores da política estadual gostariam de fazer: como o Brasil está fora da Copa, o senador já poderia se manifestar sobre a eventual disputa pelo Palácio Tiradentes?
A resposta foi curta e no estilo Cleitinho. Segundo o senador, “a Copa só termina no dia 17”. O detalhe é que, oficialmente, a final da Copa do Mundo de 2026 está marcada para o dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ou seja, mesmo com o Brasil eliminado e sem qualquer reflexo esportivo para o país, Cleitinho preferiu manter o assunto em banho-maria e não antecipou sua decisão.
Na prática, o senador deslocou o prazo. Para o torcedor brasileiro, a Copa acabou na derrota para a Noruega. Para Cleitinho, a competição ainda serve como marco para segurar a resposta política mais aguardada de Minas Gerais.
Enquanto isso, o tabuleiro estadual permanece travado. Aliados esperam, adversários calculam, partidos observam e o eleitorado segue sem saber se o senador entrará ou não em campo na disputa pelo Governo de Minas.
Como diz o velho ditado dos campinhos de futebol, quem manda é o dono da bola. E neste momento, na política mineira, a bola está nos pés de Cleitinho. Enquanto ele não decide se entra em campo, se fica no banco ou se muda o jogo, os demais atores precisam aguardar o apito dele.
A regra, por enquanto, é simples: ou esperam, ou ficam fora da escalação. Porque, no fim das contas, nos campinhos de pelada quem escolhe o time é o dono da bola. E, neste momento da política mineira, todos parecem estar olhando para o mesmo jogador: aquele que segura a pelota e ainda não disse para que lado vai chutar.






