A situação de Neymar na Seleção Brasileira é muito mais preocupante do que o Santos havia sinalizado inicialmente. Uma ressonância magnética realizada em sigilo apontou que o camisa 10 sofreu uma ruptura muscular de grau 2 na panturrilha direita lesão considerada moderada e que pode afastá-lo dos gramados por até três semanas ou mais, levando em consideração seu histórico físico delicado. A notícia caiu como uma bomba nos bastidores da Seleção em Teresópolis e mudou completamente o ambiente interno da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O treinador italiano, que até então demonstrava confiança na recuperação do craque, teria reagido com irritação ao receber o verdadeiro diagnóstico médico.
Segundo informações apuradas nos bastidores da CBF, o departamento médico do Santos havia informado à comissão técnica da Seleção que Neymar apresentava apenas um edema na panturrilha, considerado algo leve e sem grande preocupação. A expectativa era de que o atacante estivesse apto para treinar normalmente nos próximos dias e até participar do amistoso contra o Panamá, marcado para este domingo.
No entanto, o novo exame revelou um cenário completamente diferente.
Lesão pode tirar Neymar até da estreia da Copa
Com a confirmação da ruptura muscular, Neymar corre sério risco de não ter condições físicas nem mesmo para atuar na estreia do Brasil na Copa do Mundo, marcada para o dia 13 de junho, justamente contra Marrocos considerado o adversário mais complicado da fase de grupos.
A possibilidade de perder o principal jogador do elenco logo no início do Mundial preocupa profundamente Carlo Ancelotti, que via Neymar como peça central no esquema tático da equipe brasileira.
Internamente, a dúvida agora é se realmente valerá a pena manter o atacante entre os convocados para a viagem aos Estados Unidos ainda lesionado. O regulamento da Fifa permite alterações na lista final até 24 horas antes da estreia da seleção na competição, o que aumenta ainda mais a pressão sobre a decisão da comissão técnica.
Histórico físico pesa contra o camisa 10
Além da gravidade da nova lesão, outro fator preocupa médicos e comissão técnica: o histórico físico de Neymar. Aos 34 anos, o atacante acumula 45 lesões ao longo da carreira e já passou por cinco cirurgias, situação que naturalmente torna o processo de recuperação mais lento e delicado.
Nos bastidores da CBF, cresce a percepção de que a situação pode comprometer totalmente os planos esportivos da Seleção para a Copa.
Arrependimento por João Pedro ganha força nos bastidores
Outro ponto que ganhou força internamente é um possível arrependimento de Ancelotti por não ter convocado João Pedro. Pessoas ligadas à Seleção afirmam que o treinador italiano considera que pode ter cometido uma injustiça ao deixar o atacante fora da lista inicial.
Com Neymar lesionado e sem prazo totalmente seguro para retorno, a pressão para uma possível troca aumenta consideravelmente.
A lesão do camisa 10 transforma um cenário antes tratado com otimismo em uma enorme preocupação para a Seleção Brasileira a poucos dias do início da Copa do Mundo.






