A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, fraude processual e atuação de organização criminosa.
A nova etapa da operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpre medidas judiciais no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais. Segundo a Polícia Federal, a ação busca coletar e preservar elementos de prova que possam contribuir para o avanço das investigações.
Investigação apura possível esquema com recursos públicos
De acordo com a PF, os levantamentos realizados até o momento apontam indícios da participação de agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.
As investigações também identificaram indícios de possíveis tentativas de ocultação, manipulação ou alteração de provas, situação que pode configurar fraude processual e agravar a responsabilização dos envolvidos.
A corporação informou que esta nova fase tem como foco aprofundar a análise sobre a circulação financeira e a destinação final dos recursos investigados.
Operação teve origem em suspeitas sobre contratos de locação de veículos
As apurações tiveram início em fases anteriores da Operação Rent a Car, quando a Polícia Federal identificou possíveis irregularidades relacionadas à contratação de empresas de locação de veículos com recursos provenientes da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap).
A Ceap é destinada ao custeio de despesas vinculadas ao exercício da atividade parlamentar, como transporte, hospedagem, alimentação e contratação de determinados serviços.
Segundo a PF, os indícios levantados nas primeiras fases motivaram a ampliação das investigações para verificar como esses recursos foram movimentados e qual teria sido o destino dos valores.
Fases anteriores tiveram parlamentares entre os alvos
Na primeira fase da Operação Galho Fraco, deflagrada em dezembro de 2025, foram cumpridas medidas contra diversas pessoas ligadas ao caso investigado.
Entre os alvos estavam os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, além de funcionários partidários e pessoas próximas aos parlamentares.
A Polícia Federal, no entanto, destaca que as investigações seguem em andamento e que os fatos continuam sendo analisados pelas autoridades competentes.
Mandados são cumpridos em três estados
Nesta terceira fase, as diligências ocorrem simultaneamente no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.
Segundo a corporação, o objetivo é reunir novos elementos que possam esclarecer a estrutura do suposto esquema e identificar a participação de todos os envolvidos.
A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o número de mandados cumpridos nem os nomes dos investigados nesta etapa da operação.
Apurações continuam sob supervisão do STF
Por envolver pessoas com foro por prerrogativa de função, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
A expectativa é que os materiais recolhidos durante a operação contribuam para o aprofundamento das investigações e para o esclarecimento da destinação dos recursos públicos sob suspeita.
As apurações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades à medida que o processo investigativo avançar.





