A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) uma operação que tem como alvo o Banco Digimais, instituição financeira ligada ao empresário e líder religioso Edir Macedo. A ação ocorre no contexto de investigações sobre supostas irregularidades financeiras e resultou no bloqueio judicial de aproximadamente R$ 670 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
Segundo as informações divulgadas, a operação busca aprofundar apurações sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas e possíveis práticas que teriam causado prejuízos ao sistema financeiro. Mandados judiciais foram cumpridos e documentos passaram a ser analisados pelos investigadores.
A ofensiva representa mais um capítulo da crise enfrentada pelo Digimais, que já vinha sendo alvo de questionamentos no mercado financeiro e de investigações relacionadas à sua situação patrimonial e à condução de determinadas operações.
Relembre o caso
Nos últimos meses, o Banco Digimais passou a ocupar espaço nas manchetes nacionais após denúncias envolvendo supostas manobras financeiras que teriam retirado das demonstrações contábeis carteiras de crédito com elevados índices de inadimplência. As suspeitas apontam que fundos de investimento ligados ao próprio banco teriam sido utilizados para absorver créditos problemáticos, melhorando artificialmente os resultados financeiros apresentados ao mercado.
Relatórios e documentos analisados por especialistas indicaram que a instituição teria deixado de registrar centenas de milhões de reais em créditos vencidos, o que levantou alertas de auditores e órgãos de fiscalização. A Polícia Federal passou a acompanhar o caso diante das suspeitas de fraude e de possíveis irregularidades contábeis.
Além disso, o banco enfrenta uma grave crise financeira. Informações divulgadas ao longo deste ano apontaram dificuldades patrimoniais, tentativas de venda da instituição e negociações envolvendo grupos interessados na aquisição do controle do Digimais.
Quem é Edir Macedo
Edir Macedo é fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e controlador do Grupo Record. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação empresarial para diferentes setores, incluindo o mercado financeiro. O Banco Digimais, anteriormente conhecido como Banco Renner, passou ao controle do grupo ligado ao líder religioso e teve seu nome alterado em 2020.
Investigação continua
As investigações seguem em andamento e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias. Até o momento, o objetivo da operação é reunir provas e esclarecer a extensão das supostas irregularidades que motivaram a ação da Polícia Federal.






