Uma grande operação das forças de segurança movimentou Divinópolis e outros municípios mineiros na manhã desta quinta-feira (14), com foco no combate a crimes contra o patrimônio, especialmente furtos e roubos de veículos automotores. A ação, denominada Operação Purgato, cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Divinópolis, Nova Serrana, Itapecerica, Campo Belo, Passa Tempo, Pará de Minas e Belo Horizonte.
A criminalidade envolvendo veículos não se limita ao furto ou ao roubo em si. Em muitos casos, esse tipo de prática alimenta uma cadeia mais ampla, que pode envolver adulteração de sinais identificadores, receptação, circulação de peças, ocultação de bens e movimentação financeira suspeita. Por isso, operações integradas costumam mirar não apenas quem executa o crime na ponta, mas também possíveis estruturas de apoio e aproveitamento econômico dessas práticas.
Em Divinópolis e na região Centro-Oeste de Minas, esse tipo de investigação tem forte impacto na segurança pública, porque veículos roubados ou furtados podem abastecer outros crimes, gerar prejuízo direto às vítimas e fortalecer grupos com atuação regional. A resposta policial, portanto, busca desarticular redes e reunir provas capazes de sustentar a responsabilização dos investigados.
Operação foi deflagrada nesta quinta-feira (14)
A Operação Purgato foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (14), em uma ação conjunta envolvendo Polícia Civil, Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 13ª Promotoria de Justiça e do GAECO Regional de Divinópolis, Polícia Militar e apoio da Polícia Penal.
Segundo o documento da operação, o nome Purgato tem referência simbólica ao ato de limpar e expurgar práticas criminosas, com o objetivo de restabelecer a ordem pública.
A investigação foi iniciada em 2025 e mira crimes praticados em Divinópolis e região.
Mandados são cumpridos em 7 cidades
Ao todo, são cumpridos 8 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorrem em Divinópolis, Nova Serrana, Itapecerica, Campo Belo, Passa Tempo, Pará de Minas e Belo Horizonte.
Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Divinópolis.
A ação busca apreender provas, documentos, dispositivos eletrônicos e bens de origem ilícita.
Crimes investigados
A operação mira um conjunto de crimes relacionados à atuação de grupos suspeitos na região.
Entre as condutas investigadas estão furto e roubo de veículos automotores, adulteração de sinais identificadores, receptação, associação criminosa e lavagem de capitais.
A presença do GAECO Regional de Divinópolis e da 13ª Promotoria de Justiça reforça o caráter estruturado da investigação.
Além disso, a mobilização simultânea em diferentes cidades indica que os investigadores apuram possível ramificação regional das práticas criminosas.
Aeronaves e viaturas mobilizadas
A deflagração da operação contou com grande efetivo.
Participam da ação 1 promotor de Justiça, 2 servidores do Ministério Público, 80 policiais militares, 47 policiais civis e 6 policiais penais.
Também foram mobilizadas 37 viaturas e 2 aeronaves.
A estrutura chamou atenção em Divinópolis durante a manhã, especialmente pela movimentação de equipes e pelo apoio aéreo.
Coletiva será realizada no GAECO
As autoridades concedem entrevista coletiva às 11h, na sede do GAECO Regional de Divinópolis.
A expectativa é que novas informações sejam apresentadas sobre o andamento da operação, o cumprimento dos mandados e os resultados preliminares das diligências.
Até o momento, o foco oficial da ação permanece no combate a crimes contra o patrimônio e à possível estrutura ligada a furtos, roubos, adulteração de veículos, receptação, associação criminosa e lavagem de capitais.
Ação reforça combate ao crime organizado regional
A Operação Purgato representa uma resposta articulada das forças de segurança em Divinópolis e região.
Ao unir investigação, mandados judiciais, atuação do Ministério Público e força operacional das polícias, a ação busca atingir a cadeia criminosa de forma mais ampla.
O objetivo não se limita à prisão de suspeitos. A operação também procura recolher provas, identificar bens de origem ilícita e aprofundar a investigação sobre possíveis conexões financeiras e logísticas do grupo.






