A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente, em Divinópolis, um homem de 34 anos suspeito de comandar um esquema criminoso de falsificação de cachaça mineira que estaria abastecendo diversas cidades do estado com bebidas adulteradas.
A prisão aconteceu durante a operação “Fake Drink”, desencadeada após meses de investigação sobre a produção clandestina e a distribuição ilegal de bebidas falsificadas utilizando o rótulo de uma das marcas de cachaça mais conhecidas de Minas Gerais e do país.
Segundo as investigações, mais de 10 mil garrafas adulteradas teriam sido colocadas no mercado mineiro. A polícia alerta que, além da falsificação da marca, o esquema também representa um grave risco à saúde pública, já que as bebidas eram produzidas sem qualquer controle sanitário ou fiscalização adequada.
Empresa denunciou circulação de bebidas suspeitas
As investigações começaram após a fabricante da cachaça perceber irregularidades e denunciar à Polícia Civil a circulação de produtos suspeitos sendo vendidos em estabelecimentos comerciais.
A empresa colaborou diretamente com os investigadores e apresentou um laudo técnico apontando diferenças entre o produto original e as bebidas apreendidas durante a apuração.
De acordo com a corporação, exames laboratoriais complexos, incluindo análises por cromatografia gasosa, confirmaram que o líquido presente nas garrafas falsificadas não correspondia à composição original da bebida comercializada oficialmente pela marca.
Mandados foram cumpridos em cidades da região
Durante a operação, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão em um depósito localizado em Japaraíba, no Centro-Oeste mineiro, além de um ponto de revenda da bebida adulterada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Nos locais, os investigadores apreenderam garrafas vazias, tampas, caixas utilizadas para distribuição, rótulos falsificados e diversos materiais usados na estrutura do esquema criminoso.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso em Divinópolis seria responsável pela coordenação da falsificação e pela distribuição das bebidas adulteradas em cidades mineiras.
Investigação tenta identificar outros envolvidos
As investigações continuam e agora avançam para identificar fornecedores de embalagens, fabricantes de tampas e gráficas que possam ter participado da produção dos rótulos falsificados.
A Polícia Civil destacou que empresas e pessoas que colaboram conscientemente com esquemas de falsificação também podem responder criminalmente por participação na organização criminosa.
Em nota, a fabricante da cachaça informou que mantém rígidos padrões de qualidade e reforçou o alerta para que consumidores adquiram bebidas apenas em estabelecimentos confiáveis. A empresa também destacou que preços muito abaixo do mercado podem indicar produtos falsificados.
A corporação segue investigando o caso para localizar novas cargas de bebidas adulteradas e identificar outros possíveis integrantes do esquema.







Uma praga dessa vai ficar quanto tempo preso?