A Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), emitiu um comunicado oficial de alerta nesta quinta-feira (7) diante do preocupante avanço das doenças respiratórias no município. Com a chegada das temperaturas mais baixas, o perfil de atendimento nas unidades de saúde mudou drasticamente: se até o início do ano o foco eram as arboviroses (Dengue, Zika e Chikungunya), o mês de abril e o início de maio consolidaram o domínio dos vírus respiratórios.
O Crescimento Exponencial da SRAG
Os dados técnicos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) revelam um cenário crítico. Até o momento, o município contabilizou 23 casos graves em residentes, sendo que mais de 50% desses registros ocorreram somente no último mês. A gravidade da situação é evidenciada pelo número de internações: nove pacientes já necessitaram de cuidados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). As análises laboratoriais identificaram que os grandes vilões do momento são o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza, patógenos que circulam com maior intensidade no outono e inverno.
Crianças no Alvo da Doença
Um dos pontos mais alarmantes do levantamento da Semusa é a faixa etária dos atingidos. As crianças pequenas são as principais vítimas da SRAG em Divinópolis:
Faixa prioritária: Crianças de 1 a 4 anos concentram a maior parte dos casos.
Segunda faixa: Menores de 1 ano aparecem logo em seguida nas estatísticas de gravidade.
Vacinação Abaixo do Ideal
Apesar do risco iminente, a adesão à vacina contra a gripe (Influenza) ainda é considerada insuficiente. A cobertura vacinal parcial em Divinópolis está em apenas 34,09%, número distante da meta para garantir a imunidade coletiva. O contraste entre os grupos é nítido: enquanto os idosos lideram com 18.079 doses aplicadas, o público infantil justamente o mais afetado pela SRAG no momento registra uma procura baixíssima, com apenas 3.282 doses aplicadas até agora.
Onde Buscar Atendimento?
A orientação da Semusa é segmentar a busca por socorro de acordo com a gravidade dos sintomas:
Sintomas Leves e Moderados (Tosse, coriza, febre baixa): Devem procurar o Ambulatório de Doenças Endêmicas, na Rua Nova Serrana, nº 140, bairro Afonso Pena. O local funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h.
Casos Graves (Dificuldade de respirar, febre persistente, desidratação): O encaminhamento deve ser direto para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto.
Medidas Preventivas
A prefeitura reforça que a vacinação é a principal ferramenta para reduzir óbitos e complicações. Inclusive, com o ar mais seco e frio, é essencial manter as mãos higienizadas, manter ambientes ventilados e, ao surgimento de qualquer sintoma, evitar aglomerações. Certamente, a colaboração da população na imunização das crianças é o que determinará o fôlego da rede hospitalar nas próximas semanas.





