A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (6) que uma das principais linhas de investigação sobre a queda de um avião monomotor em Belo Horizonte é a possibilidade de excesso de peso na aeronave. O acidente ocorreu na última segunda-feira (4) e resultou em três mortes.
Queda após decolagem
O acidente aconteceu no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira, logo após a decolagem. A aeronave caiu e atingiu um prédio residencial de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima.
Três ocupantes morreram, enquanto dois sobreviventes seguem internados no Hospital João XXIII.
Excesso de peso é uma das hipóteses
Mesmo estando dentro do número máximo de ocupantes, a aeronave pode ficar irregular ou insegura se ultrapassar o peso total permitido, que é justamente uma das hipóteses investigadas no acidente. As investigações contam com apoio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.
Segundo a delegada Andrea Pochmann, os investigadores analisam se a carga transportada pode ter prejudicado o ganho de altitude da aeronave dificuldade que teria sido relatada pelo piloto pouco antes da queda.
Para auxiliar na apuração, a Polícia Civil disponibilizou uma balança ao Cenipa, que será utilizada na pesagem de malas e pertences das vítimas, etapa considerada essencial para verificar possível excesso de carga.
Outras linhas de investigação
Além da hipótese de sobrepeso, o inquérito inclui:
- Oitiva de testemunhas
- Análise de imagens do acidente
- Exames periciais na aeronave
- Avaliação técnica no local da queda
A corporação reforçou, em nota, que as investigações seguem com rigor técnico e novas informações serão divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.
O que se sabe até agora
A aeronave partiu de Teófilo Otoni com seis ocupantes por volta das 8h. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, duas pessoas desembarcaram e um novo passageiro embarcou.
Na sequência, o avião decolou novamente com destino a São Paulo. Pouco depois, o piloto relatou dificuldades à torre de controle antes da queda.
O monomotor caiu no estacionamento de um prédio residencial. Não houve vítimas entre moradores ou pessoas em solo.
Vítimas e sobreviventes
As vítimas fatais foram:
- Fernando Souto Moreira, 34 anos
- Wellington Oliveira Pereira, 34 anos
- Leonardo Berganholi, 50 anos (resgatado com vida, mas não resistiu)
Dois ocupantes seguem internados:
- Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53 anos estado grave após cirurgia
- Arthur Schaper Berganholi, 25 anos estado estável
Situação da aeronave
O avião era um EMB-721C, fabricado em 1979 e conhecido como “sertanejo”.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, a aeronave possuía situação regular de aeronavegabilidade, mas não tinha autorização para operar como táxi aéreo, o que impede o transporte comercial remunerado de passageiros.
Situação do prédio atingido
Na terça-feira (5), moradores do edifício atingido puderam retornar aos apartamentos.
Segundo a Defesa Civil, dois imóveis seguem interditados por questões de segurança.
Ligação empresarial
O grupo a bordo da aeronave tinha ligação com a empresa Uaitag, do setor de tecnologia e cartões.






