A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a ampliação do uso da vacina Arexvy para pessoas a partir de 18 anos. A medida, anunciada em abril, representa um avanço importante na prevenção de doenças respiratórias causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por quadros como a bronquiolite.
O que mudou com a decisão
Inicialmente registrada em 2023, a vacina Arexvy era indicada apenas para pessoas com 60 anos ou mais.
Com a nova autorização, o imunizante passa a ser utilizado também em adultos mais jovens, ampliando a proteção contra infecções respiratórias potencialmente graves.
Entenda o vírus e os riscos
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é um dos principais causadores de infecções respiratórias ao longo da vida.
Ele pode provocar:
- Bronquiolite
- Infecções do trato respiratório inferior
- Complicações pulmonares
Embora seja mais conhecido por afetar crianças, o vírus também representa risco significativo para adultos, especialmente aqueles com comorbidades, podendo levar a hospitalizações.
Tecnologia e eficácia
A vacina utiliza a tecnologia de proteína recombinante, que simula uma estrutura do vírus para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.
A ampliação do uso foi baseada em estudos clínicos que demonstraram que a resposta imune em adultos a partir de 18 anos é eficaz e comparável à observada em pessoas com mais de 60 anos.
Importância da ampliação
A decisão da Anvisa é considerada estratégica para a saúde pública, pois:
- Amplia a cobertura vacinal
- Reduz riscos de complicações respiratórias
- Ajuda a prevenir internações
- Protege grupos com maior vulnerabilidade
Especialistas destacam que o avanço fortalece a prevenção, principalmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios.
O que há de novo
Com a ampliação, a vacina ganha um papel mais abrangente na proteção da população adulta, especialmente em um cenário de maior atenção às doenças respiratórias após a pandemia.
A medida também abre caminho para estratégias futuras de imunização mais amplas no país.
Prevenção continua sendo essencial
Além da vacinação, cuidados como higiene das mãos, atenção a sintomas respiratórios e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais para evitar complicações.






