O senador Cleitinho Azevedo entrou de vez no centro da corrida pelo Governo de Minas e já assombra os adversários com um cenário que, se mantido, pode empurrar a eleição para uma definição já no 1º turno. A nova pesquisa Genial/Quaest realizada nesta última terça-feira (27), colocou o parlamentar na liderança em todos os cenários em que seu nome aparece, com índices que vão de 30% a 37%, muito acima dos principais concorrentes e com rejeição menor que a de nomes tradicionais do jogo mineiro – A surpresa também fica por conta das ilações sobre a saída do senador da corrida ao Palácio Tiradentes, quem assumiria a liderança seria Kalil, de acordo com a pesquisa.
No cenário mais amplo, com vários possíveis candidatos, Cleitinho aparece com 30% das intenções de voto, contra 14% de Alexandre Kalil e 8% de Rodrigo Pacheco. Mateus Simões e Ben Mendes marcam 4%, Maria da Consolação tem 3%, e Gabriel Azevedo e Flávio Roscoe ficam com 2% cada. Além disso, 13% se disseram indecisos e 20% afirmaram votar em branco ou nulo.
Quando alguns adversários saem do tabuleiro, o tamanho da vantagem chama ainda mais atenção. Sem Kalil e Roscoe, Cleitinho sobe para 35%. Sem Pacheco, alcança 37%. Já no cenário sem o próprio Cleitinho, a disputa perde o nome dominante e passa a ser liderada por Kalil, com 18%, seguido por Pacheco, com 12%. O retrato é claro, hoje, a corrida mineira gira em torno de Cleitinho.
A força do senador não aparece apenas no 1º turno. Nos cenários de 2º turno, a Quaest mostra Cleitinho com 48% contra 26% de Kalil, 43% contra 23% de Pacheco, 46% contra 13% de Mateus Simões e 45% contra 13% de Flávio Roscoe. Não é só liderança. É domínio do campo testado pela pesquisa.
Se esse retrato resistir ao desgaste da campanha, à entrada formal dos rivais e à migração dos indecisos, Cleitinho passa a flertar com um cenário de liquidação precoce da disputa em Minas.
É preciso fazer a leitura com cautela. A pesquisa não autoriza cravar vitória em 1º turno agora, porque ainda há um bloco relevante de indecisos e de votos brancos ou nulos, além do fato de a campanha nem ter começado oficialmente. Mesmo assim, os números já permitem uma conclusão política forte, Cleitinho largou em posição privilegiada e com gordura suficiente para sonhar alto. Essa avaliação é uma inferência jornalística a partir dos percentuais divulgados pela Quaest.
Outro dado que pesa a favor do senador é a rejeição. Segundo o levantamento, Kalil lidera nesse quesito com 36%. Rodrigo Pacheco tem 28%. Cleitinho e Mateus Simões aparecem com 20% cada. Em uma disputa ainda aberta, entrar na frente e sem carregar a maior rejeição do jogo é um ativo poderoso.
A pesquisa ouviu 1.482 eleitores mineiros entre os dias 22 e 26 de abril, em 69 municípios. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número MG-08646/2026 e, segundo os dados divulgados, foi contratado pelo Banco Genial.
Politicamente, o sinal é pesado. Cleitinho não aparece apenas bem posicionado. Aparece como nome que desorganiza o cálculo dos adversários. Kalil continua conhecido, Pacheco tenta ocupar um espaço de centro institucional e Mateus Simões carrega o peso da máquina estadual, mas nenhum deles, neste retrato, consegue se aproximar de forma realmente ameaçadora.
O recado da Quaest é duro para os rivais e estimulante para o entorno de Cleitinho. Minas entrou em pré-campanha com um favorito claro. E, se os números continuarem nessa trajetória, a disputa pode deixar de ser uma eleição longa para virar uma corrida de sobrevivência contra um líder que já abriu a frente antes mesmo de a campanha oficialmente começar. Essa possibilidade de vitória em 1º turno é análise prospectiva, não resultado consolidado






