Urgente: Caso de menores acusados de estupro coletivo em Divinópolis tem reviravolta; todos foram liberados após serem ouvidos no MP

Famílias contestam denúncia inicial, meninos foram levados à delegacia, ouvidos pelo Ministério Público e liberados após apuração inicial

Publicado por: Geraldo Passos

Um caso gravíssimo envolvendo adolescentes ganhou novos contornos em Divinópolis nesta quinta-feira (23), após familiares contestarem a denúncia inicial que levou 4 menores à delegacia sob suspeita de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos. Depois da repercussão, o caso passou a ser tratado com ainda mais cautela, diante da existência de versões conflitantes, da oitiva dos envolvidos no Ministério Público e da alegação, feita por familiares dos meninos, de que a acusação partiu de informações falsas – Fato é que, após serem ouvidos foram liberados.

Segundo o contexto apurado, a denúncia mobilizou a Polícia Militar na quarta-feira (22), quando todos os envolvidos foram conduzidos para esclarecimentos. Já nesta quinta-feira (23), os adolescentes estiveram no prédio do Ministério Público para serem ouvidos pela Promotoria da Infância e da Juventude. A reportagem esteve no local no momento em que os envolvidos aguardavam os depoimentos, mas o promotor responsável informou por meio de sua assessoria que não concederia entrevista.

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A própria Policia Militar chegou a informar que nessa quinta-feira (22), policiais militares compareceram em um bairro de Divinópolis, onde uma adolescente relatou que foi abusada sexualmente por quatro adolescentes – Os policiais militares localizaram os adolescentes suspeitos e, acompanhados dos responsáveis, foram encaminhados à Polícia Judiciária para as providências decorrentes.  Ainda que, a  vítima foi assistida ao hospital a fim de cumprir o protocolo de saúde.

A partir daí, o caso passou a ter uma disputa aberta de narrativas. De um lado, a denúncia inicial feita à polícia. De outro, a versão apresentada por familiares de um dos adolescentes, sustentando que não houve estupro coletivo e que a acusação não corresponde ao que de fato ocorreu. Em um dos áudios enviado ao Divinews há informações sobre um trecho do vídeo que também foi enviado, que faz parte do contexto total da ocorrência e que, segundo a mãe de um dos adolescentes acusados,  não havia mais “nada” além da cena que está apresentada, nem antes e nem depois. Ou seja, o vídeo estaria íntegro, ou seja, completo. E que se pode notar que não houve nada do que foi relatado na denúncia.

Com menores envolvidos, denúncia grave, versões opostas e apuração ainda em andamento, qualquer precipitação pode ferir inocentes e comprometer a busca pela verdade.

Uma outra mãe,  em contato com a reportagem, relatou a versão da família e afirmou que os adolescentes foram liberados após os procedimentos desta quinta-feira (23). A mesma linha aparece em registros anexados, nos quais pessoas ligadas ao caso sustentam que a história foi inflada a partir de informações inverídicas e que a denúncia teria provocado exposição indevida dos meninos.

Ainda segundo essa versão, uma das mães declarou que pretende processar a irmã da adolescente, por entender que ela teria repassado informações falsas e ainda feito circular o boletim de ocorrência para outro veículo de comunicação. Essa acusação, porém, também precisará ser comprovada nas vias adequadas, já que o caso envolve adolescentes e pode gerar consequências sérias tanto na esfera criminal quanto na cível.

O ponto mais delicado deste episódio é justamente o risco de condenação pública antecipada. Quando um caso dessa natureza explode antes da apuração completa, o dano pode atingir todos os lados. Se a denúncia inicial for confirmada, trata-se de fato gravíssimo. Se não for, a exposição indevida de adolescentes e famílias pode deixar marcas irreversíveis. Por isso, a segurança jurídica exige prudência máxima, linguagem contida e respeito absoluto ao andamento das autoridades competentes.

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Também pesa no caso o fato de que o Ministério Público optou por não se pronunciar à imprensa até o  momento, noite de quinta-feira. Sem uma posição oficial da Promotoria da Infância e Juventude, o cenário continua cercado por cautela. O que existe, até aqui, é a confirmação de que os adolescentes foram levados para esclarecimentos, ouvidos e depois liberados, segundo relato de uma das mães ouvida pelo Divinews.

Não cabe transformar boatos em sentença, nem versão em verdade absoluta. O que está posto, neste momento, é um caso sensível, com acusação séria, contestação firme da parte contrária e promessa de judicialização por familiares que se dizem vítimas de uma denúncia falsa.

A apuração real dos fatos  agora depende do avanço formal das autoridades, da análise integral dos materiais reunidos e da verificação técnica. Qualquer conclusão fechada seria precipitada. Porém, há fortes indicios de informações falsa de estupro coletivo.

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