Em uma resposta direta ao aumento dos casos de câncer no Brasil que podem se tornar a principal causa de morte no país até 2030, A associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas (Acom) e o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) lançaram oficialmente o projeto Onco+, Uma nova era no cuidado oncológico. O anúncio, feito nesta semana em celebração ao Dia Mundial de Combate ao Câncer, promete transformar a jornada do paciente na região com um mix de tecnologia de ponta e humanização.
De acordo com os detalhes do projeto, um dos impactos imediatos será na quimioterapia. Com a ampliação dos turnos e do número de cadeiras, o serviço terá um aumento de 17% na capacidade de atendimento. Inclusive, para suportar essa demanda, o corpo clínico recebeu o reforço das oncologistas Dra. Hemanuelly Berlinck e Dra. Alice Cabral, focadas em agilizar as primeiras consultas e garantir que o tratamento comece o quanto antes fator que, como destacaram as especialistas, é decisivo para a cura.
Outro marco do Onco+ é a chegada do acelerador linear Halcyon. O equipamento substituirá o aparelho atual, que operava desde 2001. Segundo o radioterapeuta Dr. Luiz Henrique Ventura, a nova tecnologia permite sessões muito mais rápidas e precisas, o que deve praticamente dobrar a capacidade mensal do serviço. Dessa maneira, o único serviço de radioterapia pelo SUS na macrorregião Centro-Oeste ganha um fôlego histórico para reduzir filas e aumentar a segurança dos procedimentos.
Monitoramento 24h: O hospital na casa do paciente
A grande inovação em conectividade do Onco+ é a criação de um sistema de monitoramento remoto. Por meio de um aplicativo, o paciente relata seu estado de saúde diariamente. Se houver alertas como febre ou mal-estar, uma central 24h com enfermeiros e médicos é acionada instantaneamente.
A CEO do CSSJD, Elis Regina Guimarães, reforça que o objetivo é não deixar o paciente desassistido após a alta. “Vamos integrar o cuidado intra-hospitalar ao acompanhamento em casa”, explicou. Certamente, essa medida traz segurança para quem mora em cidades vizinhas e muitas vezes se sente inseguro longe da equipe médica durante as reações do tratamento.
Por fim, o presidente da Acom, Rafael Pinto Nogueira, ressaltou que o projeto é um compromisso permanente com a evolução da oncologia regional. Durante a fase de transição para a instalação dos novos equipamentos de radioterapia, planos de contingência já foram estruturados para garantir que nenhum tratamento seja interrompido. Sem dúvida, o Onco+ coloca Divinópolis na vanguarda do tratamento oncológico em Minas Gerais, priorizando a agilidade e a vida acima de tudo.







