Por trás da cortina de “boas notícias” ventiladas pela atual gestão do Sindicato, o que se vê é um cenário de frustração, acordos de bastidores descumpridos e uma suposta e perigosa proximidade entre Marco Aurélio, que concorre a reeleição do SINTRAM e o gabinete do Executivo, avaliam os seus críticos, e opositores.
A categoria dos servidores municipais de Divinópolis acordou com um gosto amargo nesta sexta-feira (27). O que deveria ser o anúncio de uma “surpresa generosa”, como o próprio portal do SINTRAM sugeriu em matéria veiculada ontem, transformou-se em um balde de água fria: o reajuste será apenas o índice constitucional de 4,56%. O tão propalado “ganho real” evaporou-se junto com a credibilidade da diretoria sindical.
Batom na Cueca: A Confissão do Acordo Furado
O que torna o cenário ainda mais grave é a admissão pública, e talvez descuidada do próprio sindicato. Em mensagens que circulam nos canais oficiais de comunicação e em grupos de servidores, o SINTRAM admitiu que já existia um acordo pré-costurado com o prefeito para uma recomposição acima do índice legal.
Ao dar “total credibilidade” a um gestor que se despede do cargo, o presidente do Sindicato, Marco Aurélio, não apenas errou no cálculo político, mas deu um autêntico “tiro no pé”. Criou-se uma expectativa artificial para, logo em seguida, ter que admitir que o prefeito não cumpriu o combinado. A pergunta que ecoa nos corredores da Prefeitura é: como uma diretoria experiente se deixa enganar dessa forma, ou melhor, por que aceitou participar desse jogo de cena?
Uso Político e a “Chapa do Prefeito”
O timing desse imbróglio não poderia ser mais suspeito. Com as eleições sindicais batendo à porta, a tentativa de Marco Aurélio de faturar politicamente em cima de um suposto ganho real parece ter sido uma estratégia desesperada para fortalecer a Chapa 01.
O alinhamento umbilical entre o sindicato e o chefe do Executivo levanta questionamentos éticos profundos:
- Estaria a atual gestão sindical costurando benefícios políticos mútuos, já que o prefeito também é candidato nas eleições deste ano?
- A Chapa 01 é, na verdade, a “Chapa do Prefeito” dentro do SINTRAM?
A postura de Marco Aurélio, ao tentar transferir a pressão para terceiros (como a vice-prefeita Janete), soa como uma tentativa tardia de “limpar a barra” após o fracasso de uma negociação que parecia visar mais a manutenção do poder sindical do que o bolso do trabalhador.
Servidor como Massa de Manobra
Enquanto a diretoria do SINTRAM terá que “calçar a cara” diante da categoria, o servidor público segue sendo usado como massa de manobra em um tabuleiro eleitoral. O episódio de hoje prova que o sindicato, sob a atual presidência, perdeu a capacidade de pressão real ao se tornar excessivamente complacente com as promessas do Executivo.
Se o acordo existia e não foi cumprido, o SINTRAM não foi apenas enganado; ele foi cúmplice da criação de uma narrativa falsa que agora desmorona. Resta saber se o servidor saberá responder, nas urnas do sindicato e da cidade, a esse “tapa na cara” disfarçado de negociação.
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é Geraldo, pode parar, você tá tão desmoralizado, tão sem credibilidade, que a chapa 1 não se dignou a comentar sua matéria.