A vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, afirmou neste sábado (21), durante evento de filiação do Avante, partido ao qual é filiada, que tomará posse como prefeita do município na próxima sexta-feira (27), às 19h, na Câmara Municipal. Na mesma entrevista, em resposta ao Divinews, ela também confirmou que fará algumas mudanças pontuais no secretariado quando assumir a administração da cidade.
O anúncio ganhou peso político porque Janete não falou apenas sobre a posse. Ao detalhar como pretende conduzir o governo após a renúncia de Gleidson Azevedo, que será candidato a deputado federal, ela deixou claro que haverá continuidade administrativa, mas sem abrir mão de um estilo próprio de gestão. A vice-prefeita afirmou que existe afinidade com o atual governo, já que hoje atua de forma direta, sobretudo na parte técnica, porém ressaltou que colocará sua forma de trabalhar, seus projetos e uma identidade própria na condução do município.
Na fala dada como resposta ao Divinews, em coletiva de imprensa, Janete indicou que essa nova etapa terá, segundo suas próprias palavras, um toque feminino, marcado por sensibilidade, olhar humanizado, cuidado com as pessoas, foco em tecnologia e, principalmente, diálogo. Ela destacou a necessidade de construir pontes com vereadores, deputados estaduais, deputados federais, governo estadual e governo federal, ao afirmar que um município não se faz sozinho e que o fortalecimento vem das alianças possíveis, do respeito mútuo e da conversa aberta.
Foi justamente quando questionada sobre a equipe de governo que Janete trouxe a informação mais direta e politicamente sensível do evento. Ao responder se cogita mudanças no secretariado, ela declarou que fará, sim, algumas alterações. Ao mesmo tempo, ponderou que essas mudanças não serão amplas, porque considera o atual secretariado técnico e avalia que já desenvolve bom trabalho com essa equipe. Ainda assim, sinalizou cobrança mais firme por cumprimento de prazos, execução real do planejamento e maior agilidade administrativa.
A fala revela que a futura prefeita pretende mexer em pontos específicos da estrutura sem promover ruptura generalizada. O recado político foi claro. Janete quer manter a base técnica do governo, mas também deseja imprimir ritmo próprio, com foco maior em resultado, prazo e liderança. Nesse ponto, ela afirmou que pretende investir em capacitação e deixou uma frase que resume o perfil de gestão que pretende cobrar da equipe: não quer chefes nos setores, quer líderes.
No mesmo evento, Janete também associou sua futura posse ao fortalecimento político do Avante em Divinópolis e no Centro-Oeste mineiro. Ela destacou a presença do presidente nacional da legenda, Luis Tibé, do presidente estadual Igor Eto, além de pré-candidatos e lideranças regionais, como demonstração de apoio ao governo que assumirá nos próximos dias. Na avaliação da vice-prefeita, essa presença tem valor histórico e mostra que o partido deseja o sucesso da nova administração.
Ao falar sobre o significado político da posse, Janete também ressaltou o simbolismo de se tornar a primeira mulher a governar Divinópolis, uma das maiores cidades de Minas. Mais do que tratar o momento como marco simbólico, ela procurou reforçar a imagem de vice-prefeita atuante, afirmando que construiu reconhecimento em nível estadual e nacional por exercer o cargo com trabalho efetivo. Nesse contexto, sinalizou que quer transformar essa passagem pela chefia do Executivo em mais do que uma substituição formal. Quer deixar uma marca administrativa.
O que sai do evento do Avante, portanto, não é apenas a confirmação da posse de Janete. Sai também uma sinalização objetiva de que o governo terá ajustes internos. A futura prefeita não anunciou nomes nem antecipou quais secretarias poderão ser atingidas, mas admitiu publicamente que haverá mudanças pontuais na equipe. Em política, esse tipo de declaração raramente passa sem consequência. Ela serve tanto como aviso interno ao secretariado quanto como recado externo de que a nova chefe do Executivo pretende começar com autoridade própria e metas mais rígidas.
Com isso, a posse de sexta-feira (27) deixa de ser apenas um ato protocolar na Câmara Municipal e passa a representar o início de uma fase que poderá combinar continuidade administrativa com reorganização pontual de governo. Janete preserva a parceria com a gestão atual, mas já mostrou que não pretende assumir apenas para manter tudo como está. Ao confirmar mudanças no secretariado, ela indicou que quer começar seu período à frente da Prefeitura com comando, cobrança e identidade própria.






