A cúpula da Segurança Pública de São Paulo mudou o rumo do caso Gisele Santana. Certamente, o secretário Osvaldo Nico Gonçalves deu detalhes cruciais em coletiva nesta quarta-feira (18). Ele classificou a hipótese de suicídio como “inviável”. De fato, as provas médico-legais foram determinantes para essa conclusão. A perícia técnica apontou que a cena do apartamento não condizia com os fatos. Dessa forma, o caso agora é oficialmente investigado como feminicídio com ocultação de provas.
Alteração do local e provas técnicas
Inclusive, a investigação constatou uma tentativa de enganar as autoridades.
De acordo com Nico Gonçalves, houve “inconsistências significativas” na conduta do
tenente-coronel Geraldo Rosa Neto. Essas falhas levaram à sua prisão imediata nesta manhã.
Dessa maneira, a perícia identificou indícios claros de alteração no local do crime.
O oficial teria agido para forjar uma situação de inocência.
Portanto, o rigoroso escrutínio revelou uma montagem na cena onde o corpo foi localizado.
Por outro lado, a ofensiva policial foi além da detenção em São José dos Campos.
Dessa forma, a justiça expediu mandados para apreender aparelhos celulares do investigado. Também foi autorizada a quebra do sigilo de dados do coronel.
Certamente, os investigadores buscam mensagens e registros de localização da manhã do crime. Nesse sentido, o cruzamento desses dados com os laudos biológicos deve fechar o cerco. A polícia quer preencher todas as lacunas da versão apresentada pelo oficial.
Inversão do registro e rigor policial
Além disso, o secretário ressaltou que o registro inicial de suicídio foi apenas uma etapa.
Dessa maneira, a Polícia Civil e a Corregedoria desconstruíram a narrativa do marido. Consequentemente, a gravidade do caso exigiu uma resposta rápida da Secretaria de Segurança. O objetivo é garantir total transparência, por envolver um oficial de alta patente. Afinal, a integridade da instituição depende da punição de desvios de conduta. Ninguém está acima da lei, independentemente do cargo ocupado.
Em suma, o caso segue para a fase final com apoio da tecnologia forense. Assim sendo, a prisão do oficial é vista como um passo fundamental para a verdade. Sem dúvida, as novas diretrizes mostram que nenhuma falha passará despercebida pelos peritos.






