Divinópolis registrou mais um episódio brutal de violência doméstica que expõe um padrão repetido: a vítima tenta sobreviver, pede ajuda, e o sistema corre atrás do prejuízo. O caso envolve o médico psiquiatra José Lúcio de Abreu Faria Junior, preso após denúncia de agressões contra sua esposa P.M.P, conforme descreve o boletim, e para potencializar o crime, na frente da filha de 2 anos.
O BO relata que o socorro chegou por rede social, quando uma amiga da vítima recebeu pedido de ajuda via Instagram. A mensagem dizia que Priscilla sofria agressões e que ela estava trancada no banheiro junto com a filha Helena, de 2 anos, enquando ele esmurrava a porta.
Uma equipe da Policia Militar foi chamada e foi até o apartamento, na região central da cidade. Como o autor não abria a porta do imóvel, foi necessário que os policiais arrombassem a porta da cozinha. Como testemunha do fato a própria amiga a quem a vítima pediu socorro presenciou o arrombamento. E com quem posteriormente ficou a guarda temporária da criança.

O boletim também registra que Priscilla relatou medo de morrer. Ela teria pego um canivete pequeno e colocado sob o travesseiro para se defender. O BO descreve nova agressão, aperto no pescoço e ameaça de morte. O texto ainda menciona tentativa de arremesso de uma garrafa grande de alumínio em direção ao rosto da vítima.
O documento tem trechos repetidos e frases truncadas, mas o contexto é claro: o BO descreve escalada de violência dentro do apartamento, com ameaça, agressões físicas e tentativa de impedir que a vítima pedisse ajuda.
O autor, segundo o boletim, apresentou versão diferente. Ele afirmou que brincava com a filha quando iniciou discussão. Ele disse que Priscilla partiu para cima com socos e que ele reagiu para se defender. Essa versão aparece no registro, mas ela não elimina o restante do contexto descrito no BO, incluindo a necessidade de arrombamento e as lesões apontadas no atendimento.
A ocorrência seguiu para atendimento médico. O BO informa condução de ambos à UPA. O documento descreve lesões em Priscilla, com equimoses nos olhos, edema periorbitário, escoriações e hematomas. A equipe médica indicou observação e tomografia de face, conforme consta no registro.
Com base no que os policiais constataram e no relato colhido, a equipe deu voz de prisão ao autor e o encaminhou à autoridade policial, conforme a narrativa do BO.
Sequência de episódios e reincidência

O BO também aponta que não se trata de episódio isolado. É mencionado histórico de conflito e agressões em relações anteriores, o que reforça a linha de reincidência citada por pessoas próximas ao caso. Além disso, surgiram indicações de outros registros policiais e demandas judiciais envolvendo o mesmo nome, dado que o Divinews seguirá checando de forma documental.
De respeitável profissional dando entrevistas para Emissoras de TV ao Boletim de Ocorrência Policial
O caso ganha ainda mais repercussão porque o investigado atuou publicamente. Ele participou, em passado recente, de entrevistas em emissoras de TV, para falar sobre saúde mental, tema sensível e ligado diretamente à confiança pública. O contraste entre a imagem pública de um médico psiquiatra e o homem agressivo nos bastidores, em sua vida intima com agressões a esposa e perto da filha de 2 anos. O teor do boletim aumenta a indignação de parte da população.
Por que o Divinews expõe a imagem do agressor
O Divinews registra um ponto editorial. A violência contra mulheres cresceu e exige resposta social. O caso descrito envolve crime, prisão e enquadramento na Lei Maria da Penha, conforme o próprio contexto do BO indica. Diante disso, o portal entende que o interesse público se sobrepõe ao desconforto do agressor, mesmo sob risco de ações judiciais.
A proteção da vítima vem primeiro. A sociedade também precisa saber com quem convive e a quem entrega confiança, sobretudo quando o caso envolve figura pública e relatos de reincidência.
Fiança e sensação de impunidade
Segundo informações preliminares recebidas pelo Divinews, em episódio anterior o agressor teria deixado a prisão após pagamento de fiança de R$ 50 mil. A reportagem trata esse dado como informação em apuração, até obter confirmação documental. Ainda assim, a discussão que ele levanta é objetiva: quando casos graves terminam em liberdade rápida, a sensação de impunidade cresce e a vítima volta a temer novas agressões.
O Divinews seguirá apurando. O portal também buscará posicionamentos oficiais sobre andamento do caso, eventual medida protetiva e decisões judiciais posteriores à prisão.
Processo por desacato
https://pje-consulta-publica.tjmg.jus.br/pje/ConsultaPublica/DetalheProcessoConsultaPublica/listView.seam?ca=0985bc2f90b13c2e5c6dea3d6f3b88f05c28f63be3310aea
O portal deixa o espaço aberto para que o médico ou seu representante legal se pronuncie e faça seu contraditório ao fato.







