Operação Guardiões: Mãe é presa no Rio por filmar e compartilhar abusos contra as próprias filhas

Crianças de 4 e 9 anos eram vítimas da própria mãe; Polícia Federal identificou crimes após monitorar fóruns da Dark Web e aplicativos de mensagens em operação iniciada em 2025.

Publicado por: Cassia Misael

Uma investigação minuciosa da Polícia Federal (PF) culminou, na manhã desta terça-feira (10), na prisão de uma mulher de 33 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Isso porque a suspeita é acusada de cometer abusos sexuais contra as próprias filhas e, de forma ainda mais grave, produzir e comercializar mídias desses crimes na rede mundial de computadores. De acordo com a PF, a ação foi batizada de Operação Guardiões e foca no combate ao estupro de vulnerável e à disseminação de material de abuso infantil na internet.

Rastreamento na Dark Web e inteligência policial

Para quem não acompanhou o início, as investigações tiveram origem ainda em 2025, quando o setor de inteligência da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu (DPF/NIG) identificou arquivos suspeitos em fóruns restritos da Dark Web. Nesse sentido, os agentes iniciaram um cruzamento de dados que permitiu localizar o endereço da investigada. Além disso, havia indícios robustos de que ela utilizava aplicativos de mensagens comuns para compartilhar os vídeos produzidos, ampliando o alcance do conteúdo criminoso.

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Resgate das vítimas e perícia técnica

Imediatamente após a expedição dos mandados pela Justiça, os policiais cumpriram uma ordem de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. Durante a diligência, o aparelho celular da mulher foi apreendido e, consequentemente, será submetido a uma perícia técnica criminal para identificar outros possíveis envolvidos ou compradores do material. Felizmente, as duas vítimas, de apenas 4 e 9 anos de idade, foram identificadas no local e encaminhadas sob custódia para acompanhamento psicológico e social junto ao Conselho Tutelar.

O rigor da Operação Guardiões

Vale ressaltar que o crime de produção e armazenamento de cenas de abuso sexual infantil é punido com extremo rigor pela legislação brasileira. Contudo, o agravante de os crimes terem sido praticados pela própria progenitora chocou até mesmo os investigadores experientes da Baixada Fluminense. Portanto, o foco agora se volta para a análise dos dados digitais, visto que a PF busca desmantelar possíveis redes de pedofilia que consumiam o material fornecido pela investigada.

A importância da denúncia e proteção

Por fim, a Polícia Federal reforça que o monitoramento de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes é uma prioridade nacional. Afinal, o anonimato da Dark Web não é absoluto e as ferramentas de rastreio estão cada vez mais sofisticadas. Assim sendo, a comunidade é encorajada a denunciar qualquer atividade suspeita, garantindo que casos como este não permaneçam ocultos. Enquanto isso, a presa permanece à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores no ambiente digital.

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