Advogada de Divinópolis defende Atingidos e Justiça Mantém Auxílio de Brumadinho

A decisão do TJMG desta quinta-feira (5) rejeitou o recurso da mineradora; a advogada Júlia Garcia Resende Costa apresentou dados alarmantes sobre saúde e pobreza na região.

Publicado por: Gabryel Dias

A luta por justiça para as vítimas da tragédia de Brumadinho ganhou um capítulo fundamental nesta quinta-feira (5). Certamente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu manter o pagamento do novo auxílio emergencial às famílias atingidas pelo rompimento da barragem em 2019. A decisão é uma derrota para a mineradora Vale S/A, que tentava suspender o benefício via recurso. De fato, um dos grandes destaques do julgamento foi a participação da advogada divinopolitana Júlia Garcia Resende Costa. Dessa forma, a procuradora do Município de Brumadinho utilizou dados técnicos para sensibilizar os magistrados sobre a realidade local.

Defesa baseada em Fatos e Estatísticas

Durante a sessão, Júlia Garcia apresentou um levantamento robusto sobre as consequências sociais do desastre. Primordialmente, a advogada expôs que, após reduções anteriores no Programa de Transferência de Renda (PTR), os índices de problemas de saúde na população saltaram exponencialmente. Inclusive, ela citou estudos da UFMG e dados da Secretaria Municipal de Saúde para provar que a vulnerabilidade aumentou drasticamente. Portanto, a defesa reforçou que o auxílio é vital para combater a extrema pobreza e a insegurança alimentar que ainda assolam a região do Rio Paraopeba.

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Herança Política e Compromisso Social

Além disso, a atuação de Júlia Garcia carrega um forte simbolismo para Divinópolis. Afinal, ela é neta do ex-prefeito Walchir Resende Costa e filha do ex-vice-prefeito Rodrigo Resende Costa, nomes tradicionais da política local. Dessa maneira, a advogada leva o legado da família para a defesa de causas humanitárias de impacto estadual. Nesse sentido, sua sustentação oral destacou que o município não pode ser responsabilizado pelos atos ilícitos da Vale, que resultaram na morte de 272 pessoas e em danos ambientais incalculáveis.

Amparo Legal e Direitos Garantidos

Por outro lado, a decisão do TJMG fundamentou-se na recente Lei Federal nº 14.755/2023. Inclusive, esta norma instituiu a Política Nacional de Direito das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), estabelecendo regras claras para indenizações e reparações. Consequentemente, a liminar da 2ª Vara da Fazenda Pública foi mantida, garantindo que o fluxo de pagamentos não seja interrompido. Logo após a decisão, associações de atingidos celebraram o resultado como um fôlego necessário para quem ainda sofre com a água contaminada e a falta de recursos para a agricultura.

Conclusão e Impacto na Comunidade

Em suma, o desfecho favorável no TJMG representa uma vitória da dignidade humana sobre interesses corporativos. Assim sendo, o papel desempenhado pela profissional de Divinópolis mostra a força do interior nas grandes discussões jurídicas do país. Sem dúvida, a continuidade do auxílio emergencial é um passo essencial para evitar que o cenário de violência doméstica e feminicídio, citados na defesa, continue avançando. Certamente, a comunidade de Brumadinho segue em vigilância, aguardando que todas as promessas de reparação ambiental e social sejam finalmente cumpridas.

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