O auditório do 7º Departamento de Polícia Civil de Divinópolis erigiu-se, nesta quarta-feira (04/03), como o epicentro de uma profunda e necessária reflexão institucional. Sob a égide da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (ACASP), uma plêiade de autoridades reuniu-se para inaugurar oficialmente as ações do “Março Lilás”. Nesse sentido, o encontro transcendeu o mero protocolo das datas comemorativas, consolidando-se como um fórum estratégico de planejamento para o enfrentamento perene à violência doméstica. Conforme salientado pelo presidente da ACASP, Breno Clementino, a união de vozes naquele recinto simboliza que a segurança da mulher não é apenas uma pauta policial, mas sim uma questão de soberania social.
Ademais, o evento contou com o prestígio de figuras exponenciais, incluindo o Delegado Chefe, Dr. Flávio Destro, a vice-prefeita Janete Aparecida, a delegada Dra. Gorete Rios, e os vereadores Kell Silva e Matheus Dias. Somado a isso, a presença de oficiais do Exército Brasileiro, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar ratificou o compromisso de todas as esferas do Estado com a integridade feminina.
O protagonismo da Polícia Civil e a estrutura de acolhimento multidisciplinar
Durante a preleção de abertura, o Dr. Flávio Destro apresentou uma radiografia fidedigna acerca da criminalidade de gênero na macrorregião. Com autoridade e sensibilidade, ele enfatizou que, embora o mês de março concentre o debate público, a atuação da Polícia Civil configura-se como uma constante cotidiana.
“É um debate que a gente estende pelo ano todo, mas em razão de comemorarmos o dia da mulher em março, ele se torna um mês ainda mais especial para discutirmos esse assunto de suma importância”, pontuou o Delegado Chefe.
Na sequência, o Dr. Destro detalhou a arquitetura de atendimento da instituição, que se fundamenta em um modelo multidisciplinar de excelência. Segundo o delegado, a Delegacia de Mulheres em Divinópolis opera um ecossistema que integra investigadores, escrivães e profissionais cedidos pelo município, como psicólogos e assistentes sociais. Dessa maneira, essa engrenagem visa garantir que o acolhimento ocorra de forma humanizada, mitigando a revitimização e oferecendo o suporte emocional necessário para que a mulher sinta-se segura ao romper o ciclo de abusos.
Estatísticas e o desafio da clandestinidade no ambiente familiar
Ao abordar os índices criminais, o Dr. Flávio Destro trouxe dados que balizam as ações de segurança. No ano anterior, o município registrou quatro casos de feminicídio, com a vasta maioria dos autores já sob custódia. Em 2026, um caso já foi contabilizado, resultando também na prisão imediata do responsável. Entretanto, o delegado ressaltou que o objetivo institucional permanece sendo a “meta zero”.
“Infelizmente, são delitos praticados na clandestinidade do ambiente doméstico, onde as forças policiais não possuem acesso discricionário. Por isso, a educação dos jovens é o pilar para que aprendam o respeito absoluto às mulheres”, asseverou Destro.
Nesse mesmo contexto, a Dra. Gorete Rios, delegada titular da unidade especializada, rememorou o pioneirismo da Delegacia da Mulher local, instalada em 2002 — antecipando-se à própria Lei Maria da Penha. Vale ressaltar que a unidade atua como uma fortaleza jurídica, operando mecanismos de antecipação, como as Medidas Protetivas de Urgência, essenciais para paralisar a escalada da violência.
Sinergia política: O papel do Executivo e do Legislativo
Em paralelo, a representatividade política no debate foi amplificada pelas intervenções da vice-prefeita Janete Aparecida e da vereadora Kell Silva. Enquanto o Executivo detalhou programas municipais via CREAS, o Legislativo, representado por Kell Silva, Matheus Dias e outros parlamentares, reafirmou o compromisso de destinar recursos para a Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) da PM. Consequentemente, a presença coordenada do Corpo de Bombeiros e do Exército Brasileiro completou o cinturão de proteção, demonstrando que o braço forte do Estado está pronto para agir em defesa da vida.
Vigilância comunitária e canais de socorro
Dessa forma, o presidente da ACASP, Breno Clementino, encerrou a sessão reafirmando que a associação continuará sendo a ponte entre o cidadão e as forças de segurança. A mensagem final foi clara: a sociedade não pode ser complacente com a agressão. Afinal, a denúncia é a ferramenta que retira o criminoso da sombra e coloca a vítima sob a luz da proteção legal.
Por fim, o Divinews reitera a importância de utilizar os canais oficiais:
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190 (Polícia Militar) para situações de emergência.
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181 (Disque Denúncia) para informações anônimas com sigilo absoluto.
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180 (Central de Atendimento à Mulher) para orientações e auxílio.






