Burocracia da SRS Divinópolis obriga mãe atípica fazer vakinha para tratamento do filho; e tentar arrecadar R$ 3.800 para avaliação neuropsicológica

Encaminhamento médico aponta avaliação neuropsicológica para investigar comorbidades e ajustar terapias, família vive de 1 salário mínimo e enfrenta negativa do INSS

Publicado por: Geraldo Passos

Uma moradora do Bairro Copacabana, em Divinópolis, Ana Carolina Torres,  de 30 anos, procurou o portal Divinews para fazer um apelo que mistura urgência médica, realidade financeira e descaso da Superindência Regional de Saúde – SRS/DIVINÓPOLIS. Ana é mãe atípica de um menino autista, João Miguel,  de 6 anos, e explicou seu drama, sua via crucis, que já dura ha mais de um ano. Isso por causa de um “simples remédio”, além de um tratamento que não consegue resolver de jeito nenhum, por que os burocratas de plantão não tem a sensibilidade necessária para entender o que é uma mãe aflita. 

Segundo o relato, a rede pública ofereceu apenas uma consulta com neurologista no último ano, após tentativa de agendamento por computador. A partir daí, a mãe diz que passou a custear consultas, deslocamentos e parte do acompanhamento clínico. Ela também afirma que arca com a medicação, que pesa no orçamento da casa.

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O ponto mais sensível, agora, é um novo encaminhamento. O neurologista solicitou uma avaliação neuropsicológica para investigar outras condições associadas, além do TEA. A mãe explica que esse tipo de avaliação não serve apenas para “confirmar” o autismo. Ela ajuda a mapear atenção, memória, linguagem, funções executivas e aspectos socioemocionais. Com isso, a equipe consegue definir com mais precisão quais terapias priorizar, como orientar a escola e quais estratégias funcionam melhor no dia a dia.

Para a família, o problema é o custo. A mãe afirma que o valor à vista chega a R$ 3.800. Ela relata que existem formatos de pagamento em etapas e opção de parcelamento no cartão, porém com valor final maior. Mesmo assim, ela diz que não tem cartão e que, ainda que tivesse, as parcelas ficariam fora da realidade da casa.

A situação econômica descrita por ela mostra por que esse valor virou uma barreira. A família mora de aluguel. O pai da criança, que trabalha em uma empresa terceirizada da EMOP,  recebe 1 salário mínimo, conforme o relato. A mãe também tem um filho de 13 anos e diz que não consegue emprego fixo, porque precisa acompanhar o menino mais novo em atendimentos e situações de crise.

Ela afirma que a escola liga para buscar a criança quando ocorre desregulação comportamental. Isso, segundo ela, impede qualquer rotina de trabalho com horário rígido. No mesmo relato, a mãe conta que já enfrentou aperto para manter despesas básicas, como alimentação, água, luz, transporte do filho mais velho e o próprio remédio do menino.

A mãe também relata que tentou acesso ao bpc para a criança, mas o INSS negou o benefício. Ela afirma que entrou com pedido na Justiça e aguarda desfecho. Enquanto isso, diz que o tempo corre contra o tratamento, porque a avaliação já foi solicitada há cerca de 1 mês.

Para tentar levantar recursos, ela organizou um bazar com apoio de uma associação. Segundo ela, apenas 7 pessoas compareceram, e a arrecadação ficou em R$ 250. A partir disso, a mãe montou uma vaquinha e passou a pedir ajuda em valores pequenos. A lógica do apelo é simples: “Às vezes R$ 1 não faz falta para alguém, mas pode fazer toda a diferença para meu filho.”

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No pedido enviado à redação, ela insiste em transparência. Ela se compromete a apresentar comprovante de pagamento da avaliação assim que fechar o valor. Ela também afirma que qualquer pessoa pode confirmar diretamente com a clínica onde pretende realizar as sessões, inclusive com a guia/encaminhamento médico, para checar o valor informado.

O caso expõe uma realidade comum a muitas famílias de crianças com TEA. O diagnóstico demanda tempo, equipe e avaliações caras. Ao mesmo tempo, o custo do tratamento costuma se acumular, consulta, terapia, medicação, transporte e acompanhamento escolar. Quando o benefício não sai e a rede pública não absorve a demanda, a família vira o próprio sistema de sustentação.

O resumo da ópera pura e simples é que, para Ana Carolina ter acesso ao remédio, Risperidona, que tem um custo de R$ 120 reais, com a necessidade de três por mês, e que é usado no tratamento do pequeno João Miguel, a SRS Divinópolis por meio da analista responsável pela liberação na farmácia popular do Estado, Isabel Cristina Menezes de Freitas, que sempre barra. Tal analista solicita que para a liberação é preciso ter um relatório, que envolve uma série de análises, e são tais exames que fazem parte que é necessário ter o valor que ela tem solicitado por meio de vakinha. Neste travado sistema de saúde.

O Divinews, antes de fazer tal matéria verificou tudo, para que, que queira doar não viesse a cair em golpe. E é tudo autêntico, o caso tem veracidade. Por isso, quem quiser ajudar deve buscar o link oficial da vaquinha diretamente com a família, conferir os dados antes de doar e priorizar transferências apenas após validação das informações.

O Espaço está aberto para a manifestação oficial da SRS – Divinópolis, para que exerçam seu contraditório a respeito do caso.

 

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