Mulher sobrevive 3 horas abraçada a poste durante enxurrada em Ubá

Edna Almeida Silva, de 56 anos, perdeu casa e restaurante na tragédia, mas luta agora para encontrar o namorado que segue desaparecido após o temporal na Zona da Mata.

Publicado por: Redação

Um vídeo de poucos segundos captura a agonia e a força de uma mulher que lutou bravamente pela vida em Ubá. Certamente, Edna Almeida Silva, de 56 anos, protagonizou uma das cenas mais dramáticas da maior inundação que atingiu o município nos últimos anos. A moradora do Centro da cidade precisou se agarrar a um poste por três horas consecutivas para não ser levada pela correnteza furiosa. Após o resgate emocionante, que ocorreu sob aplausos de vizinhos aliviados, Edna atribui sua sobrevivência a uma intervenção divina. “Eu dei tudo o que eu tinha e o que Deus me deu para sobreviver. Foi um milagre”, relatou a empresária, ainda muito emocionada com o trauma.

O Início do Pesadelo na Madrugada

A batalha pela vida começou de forma silenciosa na noite de segunda-feira. Edna estava em casa com o filho, de 31 anos, e o namorado, Luciano Franklin Fernandes. Embora a chuva tenha começado fraca, o volume de água aumentou exponencialmente em poucas horas, surpreendendo a todos. A família tentou retirar os carros da garagem, mas a força da natureza agiu de forma muito mais rápida do que eles previam. Subitamente, o rio que passa atrás da residência transbordou, transformando as ruas em rios de lama e destroços. Em um instante, um estrondo anunciou a invasão da água, que formou um redemoinho e derrubou Edna no meio da rua Camilo dos Santos.

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A Luta desesperada contra a Correnteza

Mesmo sem saber nadar, Edna encontrou forças para lutar contra a submersão total. Primordialmente, ela buscou qualquer apoio sólido enquanto pedia a Deus para não morrer afogada. Suas mãos alcançaram a superfície arredondada de um poste e ela o abraçou com toda a energia que restava em seu corpo. Para manter o rosto fora da água, a moradora utilizou entulhos trazidos pela própria enxurrada como degraus improvisados. Nesse meio-tempo, um vizinho a avistou da sacada e iniciou uma corrente de solidariedade. Outro morador lançou uma corda, permitindo que Edna se mantivesse firme até que o volume do rio Pará diminuísse o suficiente para o resgate.

O Resgate e a Perda de tudo o que Construiu

Quando o sol começou a nascer, por volta das 5h20 da manhã, os vizinhos finalmente conseguiram puxar Edna para dentro de uma janela segura. Após três dias da tempestade, ela vive um misto de gratidão profunda e dor intensa. A água destruiu completamente sua residência e o restaurante que garantia o sustento da família, localizado a poucos metros dali. “Não tenho roupa, não tenho calçado, não tenho telefone. Só sobrou a minha vida para recomeçar”, desabafou enquanto olhava para a única cadeira que sobrou de seu comércio. Nas redes sociais, familiares agora coordenam campanhas de arrecadação para ajudar Edna a reconstruir sua história do zero.

A Espera por um Novo Milagre

Apesar das perdas materiais imensas, a maior angústia de Edna atende pelo nome de Luciano Franklin Fernandes. O namorado, com quem ela planejava se casar no próximo mês, desapareceu após a enxurrada levar a casa na madrugada de segunda-feira. Ele figura como um dos dois desaparecidos oficiais no município de Ubá. Enquanto acompanha o trabalho exaustivo das equipes de busca, Edna mantém a esperança que a sustentou no poste. Ela acredita que, após sobreviver ao impossível, pode testemunhar um segundo milagre com a localização de Luciano. A cidade de Ubá segue em estado de alerta e mobilizada para apoiar as vítimas desta catástrofe climática.

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