Cinco riscos elétricos que parecem inofensivos, mas colocam vidas em perigo dentro de casa

Estudo aponta aumento de acidentes elétricos no Brasil e acende alerta para situações comuns do dia a dia

Publicado por: Cassia Misael

A eletricidade faz parte de praticamente todas as atividades do cotidiano, mas a familiaridade com o uso da energia tem levado muitas pessoas a subestimar riscos graves dentro de casa. Dados recentes mostram que os acidentes elétricos aumentaram no Brasil, e situações consideradas simples seguem provocando choques, incêndios e até mortes.

Acidentes elétricos crescem no país

De acordo com o levantamento mais recente da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), referente ao primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 1.168 acidentes de origem elétrica, número que representa alta de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2024.

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Em Minas Gerais, o estudo aponta 110 acidentes elétricos no semestre, com 17 mortes causadas por choque elétrico, o que reforça a necessidade de atenção redobrada dentro das residências.

Diante desse cenário, a Cemig faz um alerta e lista cinco situações comuns, muitas vezes vistas como inofensivas, mas que oferecem riscos reais à segurança das famílias.

Cinco riscos elétricos que exigem atenção

Retirar roupas da máquina de lavar com o aparelho ligado

Ambientes úmidos aumentam significativamente o risco de choque elétrico. Retirar roupas da máquina enquanto o eletrodoméstico ainda está conectado à tomada pode provocar descargas, principalmente quando há falhas de aterramento ou ausência do dispositivo DR, obrigatório em áreas molhadas.

Casos recentes registrados na Bahia e em Santa Catarina terminaram em acidentes fatais, reforçando o perigo dessa prática.

Usar benjamins (Ts) para ligar vários aparelhos

A sobrecarga de tomadas figura entre as principais causas de incêndios residenciais. Benjamins e Ts forçam a instalação elétrica, aquecem os fios e aumentam o risco de curtos-circuitos.

Apesar dos alertas constantes, o hábito ainda é comum em muitos lares brasileiros e exige mudança urgente de comportamento.

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Utilizar celular ou tablet enquanto carrega

O uso de celulares conectados à energia expõe o usuário a choques elétricos e ao superaquecimento do aparelho. O risco cresce quando o carregamento ocorre próximo a sofás, camas ou cortinas, materiais que facilitam a propagação de incêndios.

Ignorar se a rede suporta a potência dos eletrodomésticos

Equipamentos como chuveiros elétricos, micro-ondas, fritadeiras elétricas, ar-condicionado e aquecedores exigem circuitos compatíveis com sua potência.

Ligar esses aparelhos em instalações inadequadas pode provocar aquecimento excessivo da fiação, curtos-circuitos e incêndios.

Manter instalações elétricas antigas ou sem manutenção

Grande parte dos acidentes ocorre em imóveis com fiação envelhecida e sem revisões periódicas. Com o aumento do número de aparelhos elétricos nas residências, muitas instalações antigas deixam de suportar a carga necessária.

O uso de fios fora do padrão ou de baixa qualidade agrava o risco de choques e incêndios, fator apontado pela Abracopel como uma das principais causas do crescimento dessas ocorrências.

Prevenção salva vidas

Segundo o gerente de Saúde e Segurança Corporativa da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, a prevenção começa com hábitos simples e contínuos.

“Segurança no uso da energia elétrica não é um ato pontual. É um hábito que salva vidas”, reforça.

Entre as principais recomendações estão:

  • revisar periodicamente a instalação elétrica

  • evitar improvisações

  • utilizar equipamentos certificados

  • instalar o dispositivo DR

  • contratar sempre profissionais qualificados para qualquer intervenção elétrica

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