Adolescente entra em coma após ser espancado por ex-piloto em briga por chiclete

Agressão cometida por ex-piloto após briga por chiclete deixou jovem de 16 anos em estado gravíssimo e mobilizou polícia, Justiça e opinião pública

Publicado por: Cassia Misael

A investigação que apura a agressão brutal contra um adolescente de 16 anos, em Vicente Pires, no Distrito Federal, teve início na madrugada do dia 23 de janeiro, após uma discussão considerada banal terminar em violência extrema. O jovem foi violentamente espancado, sofreu traumatismo craniano grave, teve parada cardiorrespiratória e permanece internado em coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Águas Claras.

O autor das agressões é Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, ex-piloto automobilístico e empresário. Segundo a Polícia Civil, a briga começou após Turra arremessar um chiclete durante uma confraternização. O gesto gerou discussão e, em seguida, agressão física desproporcional.

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Imagens registram a violência

Câmeras e vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que Pedro Arthur desce de um veículo e desfere uma sequência de socos contra o adolescente. A vítima cai desacordada no chão e fica sem reação. Pessoas que estavam no local tentam intervir, mas a agressão já havia causado danos severos.

O adolescente foi socorrido em estado crítico, passou por procedimentos de emergência e segue sob cuidados intensivos, com quadro neurológico considerado gravíssimo.

Prisão em flagrante e soltura inicial

Logo após o crime, a Polícia Militar prendeu Pedro Arthur em flagrante. Ele foi levado à delegacia e autuado por lesão corporal gravíssima. No entanto, ainda nos primeiros dias após a agressão, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante o pagamento de fiança de R$ 24 mil, decisão que gerou forte revolta da família da vítima e ampla repercussão social.

Enquanto o agressor deixou a unidade policial, o adolescente permaneceu lutando pela vida na UTI.

Pressão social e avanço da investigação

Com a divulgação dos vídeos e o agravamento do estado de saúde da vítima, o caso ganhou repercussão nacional. A 38ª Delegacia de Polícia de Vicente Pires, responsável pela investigação, aprofundou a apuração, colheu novos depoimentos e reuniu laudos médicos e imagens que reforçaram a gravidade da conduta.

A defesa da vítima passou a pedir prisão preventiva, alegando risco à ordem pública, possibilidade de fuga e histórico de comportamento violento por parte do investigado.

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Delegado se emociona ao falar do caso

Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (30), o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo inquérito, chorou ao relatar os detalhes da agressão. Visivelmente abalado, ele afirmou sentir a “dor de um pai” e declarou esperar que o Judiciário e o Ministério Público tratem o caso com a seriedade que a situação exige.

A fala do delegado reforçou o impacto humano do crime e evidenciou a comoção causada pela violência extrema praticada contra um adolescente.

 Prisão preventiva é decretada

Diante do avanço das investigações e da gravidade dos fatos, a Justiça decretou a prisão preventiva de Pedro Arthur Turra Basso. Policiais civis cumpriram o mandado e prenderam o ex-piloto novamente em Brasília. Imagens da prisão circularam nas redes sociais e intensificaram o debate público sobre violência, impunidade e proteção a adolescentes.

 Consequências fora do âmbito criminal

Após o caso, Pedro Arthur foi afastado de competições automobilísticas e teve sua imagem pública fortemente abalada. Outras denúncias de comportamento agressivo passaram a ser analisadas pelas autoridades, embora nem todas façam parte formal do inquérito principal.

O inquérito segue em andamento, sob responsabilidade da Polícia Civil do DF, com acompanhamento do Ministério Público.

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