Lula quer fechar palanques em fevereiro e joga pesado em SP, MG e RJ

Planalto tenta montar “tríplice aliança” nos maiores colégios eleitorais para sustentar a reeleição

Publicado por: Geraldo Passos

O presidente Lula decidiu antecipar o jogo de 2026 e colocou prazo interno para resolver palanques estaduais. A ordem é fechar, ainda em fevereiro, o desenho político nos 3 maiores colégios eleitorais do país, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, porque é ali que a eleição vira ou desanda.

A leitura do Planalto é simples e dura. Lula sabe que, em 2022, a melhora de desempenho em São Paulo teve peso decisivo para a vitória nacional, mesmo sem vencer no estado. Por isso, agora ele quer garantir um palanque forte, com nomes grandes, estrutura e narrativa, e não aceita improviso.

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Em São Paulo, a aposta é direta: Lula está convencido de que Fernando Haddad precisa ser candidato ao governo. O problema é que Haddad sinaliza resistência, e o presidente tenta dobrar o ministro no corpo a corpo, inclusive usando viagens longas como “sala de reunião” para tratar de política sem plateia.

O plano paulista vai além do governo. Lula não descarta empurrar Geraldo Alckmin para a disputa ao Senado, num movimento que poderia turbinar a chapa e puxar votos em regiões onde o petismo sempre enfrenta rejeição. O presidente ainda mira uma coligação ampla e sonha até com nomes como Simone Tebet e Marina Silva orbitando esse tabuleiro, o que exigiria costuras delicadas.

Minas Gerais, segundo maior eleitorado do Brasil, aparece como a outra chave do cofre. Lula não desistiu de Rodrigo Pacheco e pretende fazer novo apelo para que ele dispute o Palácio Tiradentes. A estratégia prevê envolver o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e prometer estrutura de aliança, porque o Planalto quer evitar um vazio mineiro em 2026.

No Rio, o cenário parece mais adiantado. Lula já conversou com Eduardo Paes e trata a aliança como encaminhada para o governo estadual. Para o Senado, o desenho ventilado coloca Benedita da Silva como nome do PT, reforçando um palanque com identidade e capilaridade num estado que também pesa no resultado nacional.

Fora do Sudeste, Lula monitora com lupa dois pontos que incomodam o PT, Bahia e Ceará. O presidente não aceita a hipótese de perder esses governos e acionou Rui Costa e Camilo Santana para agir como bombeiros políticos, conter desgaste e evitar que a oposição transforme pesquisa ruim em tendência.

No fundo, a ofensiva de fevereiro tem um objetivo claro. Lula quer evitar o erro clássico de campanha, deixar palanque para a última hora, depender de acordos frágeis e entrar em 2026 com buracos onde deveria existir máquina, palanque e candidato competitivo. Por isso, ele aperta aliados e exige decisão agora, porque, na lógica do Planalto, quem não se define cedo vira refém do adversário.

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  1. Divinopolitano disse:

    Larga o osso demônio dos infernos!!!!

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