Após receber alta, menino de 8 anos ajuda nas buscas por primos desaparecidos em Bacabal-MA

Anderson Kauã foi encontrado com vida, deixou o hospital e agora auxilia autoridades a orientar as buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael em Bacabal

Publicado por: Cassia Misael

O desaparecimento de duas crianças no interior do Maranhão ganhou um novo capítulo nesta semana. Após duas semanas internado, o menino Anderson Kauã, de apenas 8 anos, recebeu alta médica e passou a ajudar diretamente as autoridades nas buscas pelos primos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos desde o início de janeiro.

Desde então, a polícia intensificou os trabalhos. Além disso, passou a usar as informações fornecidas pelo menino como referência central da investigação. Ao mesmo tempo, equipes seguem mobilizadas em terra e na água, mantendo o caso como prioridade absoluta.

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O início do desaparecimento

Tudo começou no dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Naquele dia, Anderson Kauã brincava com os primos próximos a uma área de mata. Em seguida, os três desapareceram.

Dias depois, moradores encontraram Anderson sozinho, debilitado e desorientado, a cerca de 4 quilômetros do local inicial. O resgate levou o menino imediatamente para o hospital. Desde então, médicos acompanharam o quadro clínico de forma contínua.

Enquanto isso, Ágatha e Allan não retornaram para casa.

Alta médica muda rumo das buscas

Após 14 dias de internação, Anderson recebeu alta médica. No entanto, ele não voltou apenas para casa. Com autorização judicial e acompanhamento psicológico, o menino passou a relatar com detalhes o trajeto percorrido com os primos nos primeiros dias após o desaparecimento.

Segundo a polícia, Anderson indicou trilhas, pontos de descanso e até uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída”. Esse local fica próximo ao Rio Mearim, área que já estava no radar das equipes.

Por isso, as autoridades trataram as informações como estratégicas. A partir delas, a polícia redefiniu áreas de varredura e reforçou frentes de busca.

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Duas frentes de atuação intensificam operações

Atualmente, as buscas seguem em duas frentes principais, que atuam de forma simultânea.

Em terra, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e voluntários percorrem a mata fechada. O terreno apresenta vegetação densa, trilhas irregulares e acesso difícil. Mesmo assim, os trabalhos não param.

Na água, a Marinha do Brasil atua com equipamentos de sonar, capazes de mapear o fundo do Rio Mearim. Cães farejadores já indicaram pontos específicos, o que reforçou a suspeita de passagem das crianças pela região.

Enquanto isso, peritos analisam cada informação fornecida por Anderson. Ao mesmo tempo, psicólogos acompanham o menino para preservar sua saúde emocional.

Estado de saúde e apoio psicológico

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Anderson apresenta bom estado de saúde. Além disso, ele recebe acompanhamento médico e psicológico contínuo.

As autoridades reforçam que o menino não sofre qualquer pressão durante os relatos. Pelo contrário, ele participa apenas quando demonstra segurança e tranquilidade.

Esse cuidado busca garantir tanto a integridade emocional da criança quanto a confiabilidade das informações.

Comunidade mobilizada e buscas sem prazo para terminar

O caso mobiliza não apenas forças de segurança, mas também moradores da região. Comunidades quilombolas, voluntários e lideranças locais seguem engajados.

Apesar dos desafios, as equipes mantêm as buscas sem prazo para encerrar. Segundo o governo estadual, o foco permanece em encontrar Ágatha e Allan e dar uma resposta à família.

Até o momento, não existe confirmação oficial sobre o paradeiro das crianças. Ainda assim, as autoridades reforçam que todas as linhas de investigação seguem abertas.

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