Apoiadores de Bolsonaro se reúnem em Brasília e pedem prisão humanitária após transferência para a Papudinha

Manifestantes alegam risco à saúde do ex-presidente, que passou por nove cirurgias, e criticam mudança do local de detenção

Publicado por: Cassia Misael

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram na manhã deste domingo (18/1) no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, em Brasília, para participar de um ato público em defesa da prisão humanitária do ex-chefe do Executivo. A mobilização foi convocada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho.

O protesto ocorreu poucos dias após a transferência de Bolsonaro, que estava detido desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, para a Penitenciária da Papudinha, mudança realizada na última quinta-feira (15/1). Para os organizadores, a decisão agrava o estado de saúde do ex-presidente e expõe riscos desnecessários.

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Durante o ato, manifestantes vestiram verde e amarelo, exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem em defesa do ex-presidente. O discurso central girou em torno da condição física de Bolsonaro, que, segundo aliados, enfrenta um histórico delicado de saúde.

Em entrevista ao Metrópoles, o senador Izalci Lucas classificou a transferência como uma “crueldade” e um “ato de vingança”. De acordo com o parlamentar, Bolsonaro já passou por nove cirurgias, sendo que as duas mais recentes ainda não tiveram recuperação completa.

Segundo Izalci, embora a Papudinha ofereça mais espaço físico, a distância dos hospitais de referência preocupa. “Qualquer intercorrência mais grave exige atendimento rápido. Ele tem cerca de 15 minutos para chegar a um hospital, e na Polícia Federal estava mais próximo do DF Star”, afirmou.

Os manifestantes também defenderam que Bolsonaro cumpra eventual medida restritiva em regime domiciliar, com acompanhamento médico contínuo, argumento que vem sendo repetido por aliados políticos e jurídicos do ex-presidente.

Até o momento, não há decisão judicial sobre a concessão de prisão humanitária. O sistema prisional do Distrito Federal informou que Bolsonaro segue sob monitoramento médico e que qualquer emergência será tratada conforme os protocolos estabelecidos.

A mobilização deste domingo reforça que o caso continua no centro do debate político nacional e deve seguir gerando repercussão nos próximos dias, especialmente diante da polarização em torno da situação jurídica e de saúde do ex-presidente.

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