A Polícia Civil prendeu um homem de 34 anos, na manhã desta segunda-feira (12), em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após ele descumprir uma medida protetiva de urgência. A decisão judicial o proibia de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a ex-companheira, uma mulher de 49 anos.
Mesmo assim, o investigado passou a utilizar transferências via Pix no valor de R$ 0,01 como forma de comunicação indireta com a vítima. Ele enviava mensagens junto às transações bancárias, o que motivou a denúncia registrada ainda em dezembro.
Envios começaram no dia de Natal
Segundo o relato da vítima, os envios começaram em 25 de dezembro, data do Natal. O homem, com quem ela manteve um breve relacionamento, realizou diversas transferências bancárias, cada uma acompanhada de uma mensagem.
A mulher apresentou à Polícia Civil cerca de 15 comprovantes das transações e afirmou que se sentiu constrangida, perturbada e com medo diante da insistência do ex-companheiro.
Histórico de violência doméstica pesou na prisão
De acordo com a Polícia Civil, o investigado já possuía registros anteriores por ameaça e injúria, todos no contexto de violência doméstica. A Justiça também já havia concedido medidas protetivas em favor da mesma vítima e de outra mulher, o que reforçou a gravidade do caso.
Com base nas informações reunidas, a Polícia Civil instaurou inquérito policial e representou pela prisão do suspeito.
Mensagens usavam tom emocional e insistente
Imagens cedidas pela Polícia Civil mostram que o homem utilizava o campo de mensagens do Pix para tentar retomar contato com a ex-companheira. Ele falava em presente de Natal, pedia conversa e afirmava querer resolver a situação entre os dois.
Entre as mensagens recebidas pela vítima, estão trechos como:
“Temos que sentar, conversar. Estou até com seu presente de Natal.”
“Você é uma mulher incrível, nunca te denegri para ninguém.”
“Eu gosto de você, eu quero muito te ver, te dar um abraço.”
Os trechos que poderiam revelar a identidade da vítima aparecem censurados.
Bloqueio em redes levou ao uso do Pix
Segundo a Polícia Civil, o homem passou a utilizar o Pix como meio de contato porque a ex-companheira bloqueou o número dele em aplicativos de mensagens e redes sociais. Mesmo proibido judicialmente de manter qualquer tipo de comunicação, ele insistiu nas tentativas.
A mulher procurou a delegacia no dia 26 de dezembro, após perceber que o ex-companheiro continuava tentando contato, mesmo diante da ordem judicial.
Prisão preventiva foi autorizada pela Justiça
Após a análise do caso, a Justiça autorizou a prisão preventiva do investigado. A Polícia Civil cumpriu o mandado e encaminhou o homem ao sistema prisional, onde ele permanece à disposição da Justiça.
A corporação reforçou que qualquer forma de contato, direta ou indireta, configura descumprimento de medida protetiva e pode resultar em prisão.






