Na hora do almoço do último sábado (03), um episódio de violência extrema chocou moradores do bairro Espírito Santo, em Divinópolis. Um idoso de 62 anos foi brutalmente agredido em plena via pública, sem qualquer motivo aparente, ficando desacordado após os golpes.
A vítima foi identificada como Ezio Alves de Miranda, aposentado, morador da região. Ele caminhava por uma rua próxima à própria residência, na rua Uberaba, quando foi surpreendido por um homem, Wasley Fabiano Gaspar, conhecido pelo apelido de “Bicudo”, que se aproximou em uma motocicleta, e sem discussão prévia, segundo o relato ao Divinews, o agressor desceu do veículo e iniciou um ataque violento.
Testemunhas relataram que o autor utilizou um capacete para golpear o idoso, além de chutes e socos repetidos. A violência foi tamanha que Ezio caiu inconsciente no chão, gerando desespero entre vizinhos que presenciaram a cena. O agressor fugiu logo após o ataque, utilizando a motocicleta, e até o momento não foi localizado.
A Polícia Militar foi acionada, registrou o boletim de ocorrência e prestou apoio no atendimento inicial. O idoso foi socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento, UPA de Divinópolis, onde os médicos constataram ferimentos no rosto e a quebra de um dente. O estado de saúde atualizado da vítima ainda gera apreensão entre familiares.
O que torna o caso ainda mais grave é que, segundo relatos da própria família e de moradores do bairro, o agressor não é um desconhecido da polícia nem da vizinhança. Identificado como Wasley Fabiano Gaspar, conhecido pelo apelido de “Bicudo”, ele já teria histórico de episódios violentos na mesma região.
Em 2024, a esposa da vítima também teria sido atacada pelo mesmo homem, em situação semelhante. Na ocasião, a mulher sofreu uma fratura no braço após ser agredida na rua, novamente sem qualquer justificativa. Um processo judicial foi aberto, mas segue em andamento, alimentando a sensação de impunidade.
Moradores afirmam que o suspeito costuma provocar confusões frequentes, ameaçar vizinhos e agir de forma agressiva, inclusive contra idosos. Há relatos de intimidações e até ameaças mais graves, que aumentam o medo de quem vive na região.
Familiares relatam que, sempre que é responsabilizado, o agressor se vale da tese de problemas psicológicos para tentar se esquivar das consequências legais. No entanto, segundo pessoas próximas, ele leva vida normal, possui veículo, circula livremente pelo bairro e escolhe suas vítimas de forma deliberada.
A indignação cresce entre os moradores, que questionam até quando episódios de violência recorrente serão tratados como casos isolados. O medo agora é que a reincidência resulte em uma tragédia ainda maior.
A Polícia Civil deve investigar o caso. Qualquer informação que possa contribuir para a localização do suspeito deve ser repassada exclusivamente pelos canais oficiais, pelo telefone 190 ou pelo Disque-Denúncia 181.
Imagem do agressor






