A Polícia Federal, já atuando em 2026, cumpriu na manhã de sexta-feira (02), o mandado de prisão preventiva contra Filipe Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ação ocorreu em Ponta Grossa (PR), onde ele estava cumprindo prisão domiciliar.
Martins, que está condenado a 21 anos de prisão por sua participação em uma trama golpista desdobrada após as eleições de 2022, estava em prisão domiciliar desde o fim de dezembro de 2025, monitorado por tornozeleira eletrônica e com diversas restrições, incluindo a proibição de acesso a redes sociais. A decisão de Moraes aponta que o ex-assessor teria violado uma das medidas cautelares ao acessar uma plataforma digital, o que justificaria a revogação do benefício e a decretação da prisão preventiva.
O cumprimento do mandado foi realizado por agentes da Polícia Federal poucas horas após a decisão judicial. Martins foi conduzido a um estabelecimento prisional.
A trama investigada pelas autoridades envolve um conjunto de ações que teriam como objetivo subverter a ordem democrática após o pleito presidencial de 2022, no qual Bolsonaro foi derrotado. O ex-assessor integrava o chamado núcleo 2 da investigação, que resultou em várias condenações e prisões de auxiliares e militares ligados ao grupo.
A defesa de Martins, liderada pelo advogado Jeffrey Chiquini, afirmou que o ex-assessor “não cometeu qualquer violação das medidas cautelares impostas”, argumentando que as redes sociais atribuídas a ele estariam sob gestão de sua equipe jurídica e que não houve publicações ou manifestações públicas. Os defensores já anunciaram intenção de recorrer da decisão que converteu a prisão domiciliar em preventiva.
O episódio integra uma série de desdobramentos judiciais recentes, incluindo a prisão de outros condenados no âmbito da mesma investigação, e reflete a continuidade dos esforços das instâncias judiciais na responsabilização de envolvidos em atos que atentaram contra a transição democrática no país.






