Sem privilégio: Moraes veta pedido para avaliar saúde de Bolsonaro antes da condenação final

Ministro do STF afirma que não existe margem para tratamento especial e só permitirá avaliação após o fim do processo e condenação definitiva.

Publicado por: Cassia Misael

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu interromper uma movimentação do Governo do Distrito Federal que buscava submeter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma avaliação médica antes da conclusão definitiva do processo no qual ele responde pelo envolvimento no núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) havia solicitado autorização para que uma junta de saúde verificasse se o estado clínico de Bolsonaro permitiria uma eventual permanência no Complexo Penitenciário da Papuda, caso haja condenação definitiva. O órgão alegou preocupação com a capacidade das unidades prisionais de atender ao histórico médico do ex-presidente, que já passou por cirurgias e segue sob cuidados regulares.

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Moraes não aceitou a iniciativa. Chamou o pedido de “impertinente” e mandou retirar a solicitação dos autos. O ministro ressaltou que qualquer discussão sobre cumprimento de pena só pode ocorrer após o trânsito em julgado – ou seja, quando não houver mais recursos disponíveis na Justiça.

Na decisão, Moraes deixou claro que uma avaliação médica poderá acontecer no futuro, mas somente quando a condenação se tornar definitiva e houver definição concreta sobre o local de cumprimento da pena. Até lá, nenhuma medida antecipatória será admitida para não caracterizar tratamento privilegiado.

O episódio acrescenta mais um capítulo na tensão que envolve o processo do dia 8 de janeiro e o papel de Bolsonaro na articulação política e simbólica dos atos que culminaram na tentativa de ruptura institucional. O núcleo 1, do qual o ex-mandatário faz parte, trata justamente da suposta liderança, incentivo e estruturação para desestabilizar o resultado da eleição e incitar militares e civis à insurreição.

Nos bastidores políticos, aliados do ex-presidente interpretaram o movimento do GDF como uma tentativa de prevenção diante de possíveis consequências judiciais que se aproximam. Já opositores afirmaram que o pedido representaria um passo inicial para criar exceções penitenciárias em favor de Bolsonaro.

Enquanto isso, Moraes mantém o ritmo acelerado das tramitações e sinaliza que não haverá flexibilizações, seja no processo ou em eventuais efeitos penais.

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  1. caio paulo disse:

    vc e 10 moraes

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