Em entrevista ao Divinews, o deputado federal José Silva, líder do governo Romeu Zema na Câmara Federal, celebrou a decisão da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que retirou o prédio da EMATER da lista de bens estaduais que seriam entregues à União dentro do programa de federalização de ativos do Estado (PROPAG).
José Silva, que dedicou mais de três décadas de sua carreira à EMATER, classificou a decisão como “histórica”, afirmando que ela simboliza o reconhecimento do papel da empresa pública no desenvolvimento da agricultura familiar e da extensão rural em Minas e em todo o Brasil.
“A EMATER é parte da minha história e da história de Minas. A Assembleia tomou uma decisão importante, porque o governo precisa pagar suas dívidas, mas há outros ativos para isso. O prédio da EMATER não podia estar nessa lista”, destacou o deputado.
Pacto pelo Fortalecimento da Extensão Rural
Durante a entrevista, José Silva também apresentou a proposta de criação do Pacto pelo Fortalecimento da ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), que está articulando no Congresso Nacional. O parlamentar explicou que o projeto tem como meta assegurar R$ 3,5 bilhões anuais em recursos federais para o setor — valor equivalente ao que os estados e municípios já investem em suas EMATERs.
“Eu vou cobrar que o governo federal coloque pelo menos R$ 3,5 bilhões por ano. Esse é o montante que os estados e municípios aplicam. O governo federal não precisa criar um sistema para administrar o dinheiro, basta apoiar quem já faz esse trabalho com excelência”, afirmou.
Segundo o deputado, a criação de um Sistema Único de Extensão Rural poderá melhorar a gestão dos recursos públicos e garantir a modernização da estrutura técnica das EMATERs em todo o país.
Mobilização interna e valorização dos servidores
José Silva ressaltou que, além da vitória contra a federalização, a EMATER precisa de um processo interno de fortalecimento, com valorização dos extensionistas, novos concursos e melhoria das condições de trabalho.
“O movimento da EMATER não pode parar. É preciso continuar mobilizados pela valorização dos profissionais, melhores condições de trabalho e novos concursos. A história da EMATER é de luta e dedicação ao agricultor mineiro”, reforçou.
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O deputado lembrou ainda que, há décadas, a empresa tem sido referência em assistência técnica e inovação rural, sendo responsável direta pelo aumento da produtividade e pela sustentabilidade da agricultura familiar em Minas Gerais.
Símbolo da agricultura mineira
Ao final da entrevista, José Silva afirmou que a história da EMATER se confunde com a história da agricultura mineira e que o Estado deve preservá-la como um patrimônio público.
“Saímos daqui tranquilos, com a certeza de que a história da EMATER continua. É a história da agricultura mineira e brasileira, que merece respeito e investimento”, concluiu.










