O instituto Instituto Anjos da Liberdade (IAL), presidido pela advogada Flávia Fróes, que atua no caso de Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, confirmou reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para a próxima quarta-feira (5). O objetivo da audiência: apresentar um dossiê com supostos indícios de tortura durante a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro contra o CV.
A audiência ocorrerá no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas processo que monitora operações policiais no Rio e está sob relatoria de Moraes. O IAL foi habilitado no caso desde 2019.
Histórico e articulação
O IAL já havia encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pedido de medidas cautelares contra ações policiais no Estado do Rio, solicitando, entre outros itens: a preservação de provas, afastamento de agentes e proteção de familiares de vítimas.
A advogada Flávia Fróes, embora declare que não atua mais com réus do tráfico há três anos, mantém processo ligado a Marcinho VP e preside o IAL o que levou à publicização de controvérsias sobre seu histórico político e de advocacia.
Implicações e repercussão
O encontro entre Moraes e o IAL ocorre em momento sensível: a megaoperação contra o CV resultou em mais de 120 mortes em comunidades do Rio e levantou debates acalorados sobre excesso policial, direitos humanos e institucionalização da violência.
Críticos apontam que a presença de uma ONG dirigida por advogada com vínculos ao líder de uma facção pode gerar conflitos de interesse ou ao menos maior atenção midiática e institucional.
Moraes, por sua vez, já determinou ao governo do Rio que preserve os materiais da operação para perícia e acompanhamento por parte da defesa e de entidades de direitos humanos.






