Minas Gerais amanheceu em luto com a notícia da morte de Lô Borges, cantor, compositor e um dos maiores nomes da música brasileira. A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais manifestou profundo pesar pela partida do artista, cuja trajetória se confunde com a própria história cultural do estado
Com uma voz marcante e uma sensibilidade que atravessou décadas, Lô Borges consolidou-se como um dos pilares do lendário Clube da Esquina, movimento que nasceu em Belo Horizonte e revolucionou a música popular brasileira. Ao lado de nomes como Milton Nascimento, Beto Guedes e Fernando Brant, ele ajudou a transformar o jeito de cantar, compor e sentir a música mineira.
A Secretaria destacou o legado do artista e o impacto que sua obra gerou: Lô Borges sempre representou a autenticidade, a liberdade criativa e o lirismo que caracterizam a alma musical de Minas. Suas canções — cheias de poesia, melodia e sentimento — continuam ecoando como trilha sonora de gerações inteiras.
“Com sua sensibilidade ímpar, voz marcante e talento extraordinário, Lô Borges ajudou a projetar Minas Gerais no cenário cultural do Brasil e do mundo”, expressou a nota de pesar divulgada pela Secretaria.
Em sua trajetória, Lô escreveu músicas que se tornaram verdadeiros hinos, como Trem Azul, Paisagem da Janela, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo e tantas outras que traduzem o espírito mineiro em versos e acordes. Sua presença discreta e seu talento inconfundível deixaram uma marca definitiva na cultura do país.
Minas hoje silencia para ouvir o som de suas próprias lembranças. O estado se despede de um artista que transformou emoções em música e fez da simplicidade o caminho para a eternidade.






