A Operação Libertas, deflagrada na quarta-feira (29/10), resultou no resgate de 337 animais silvestres e em prisões relacionadas ao tráfico de fauna em Minas Gerais. A ação, que integra uma mobilização nacional coordenada pela Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), contou com a participação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), do Instituto Estadual de Florestas (IEF), além das Polícias Militar e Civil.
Durante a operação, foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão em municípios como Betim, Montes Claros, Almenara, Divisópolis, Juiz de Fora, São Miguel da Anta, Rio Pomba, Cataguases e Desterro de Melo. Ao todo, três pessoas foram presas em flagrante, e os fiscais apreenderam 313 aves, 16 répteis e oito mamíferos, entre eles espécies ameaçadas de extinção, como papagaios e araras.
Os animais resgatados foram encaminhados aos Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) do IEF e do Ibama, onde recebem cuidados veterinários antes de serem reintroduzidos à natureza.
Fiscalização identifica irregularidades em criadouros
As equipes da Semad concentraram esforços em criadores amadoristas de pássaros, investigados por envolvimento com o comércio ilegal de fauna silvestre. Entre as irregularidades detectadas estavam o cativeiro sem anilhas, adulteração de anilhas, extravio de aves anilhadas e o uso de petrechos de caça.
No total, 148 aves foram apreendidas, além de seis alçapões e 17 anilhas falsificadas. As autuações ultrapassam R$ 600 mil, valor que pode aumentar após a conclusão dos laudos técnicos.
Outro crimes ambientais e fraudes
A Operação Libertas também identificou outros delitos, como receptação, falsificação de documentos e selos públicos, maus-tratos, organização criminosa e porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com o superintendente de Fiscalização da Semad, Gustavo Endrigo, o tráfico de animais silvestres é uma das atividades criminosas mais lucrativas do país, mas também uma das mais devastadoras.
“Essa prática gera sofrimento extremo, destrói ecossistemas e ameaça espécies inteiras. A integração entre órgãos ambientais e forças de segurança é essencial para combater esse tipo de crime”, afirmou.
A operação reforça o compromisso do Estado na preservação da fauna e da flora nativas, consolidando o papel da fiscalização e da educação ambiental como instrumentos fundamentais na proteção da biodiversidade mineira.






