Uma operação realizada no domingo (01º/09), no bairro Chácaras Belo Horizonte, em Divinópolis, resultou na apreensão de oito animais silvestres que estavam sendo mantidos em cativeiro ilegalmente. A ação foi conduzida pela Polícia Militar do Meio Ambiente, que encontrou diversas espécies da fauna brasileira, incluindo aves e filhotes de jabuti, sem a devida autorização e documentação de origem. A responsável pela infração ambiental, uma mulher de 35 anos, foi multada em R$ 86.323,09.
Animais foram levados ao CETRAS
Durante a fiscalização, os policiais localizaram no quintal da residência um viveiro contendo dois papagaios, enquanto na área externa da cozinha uma arara-canindé azul foi encontrada solta, mas com sinais de domesticação. Em uma gaiola aberta, estavam uma maritaca e um periquito, ambos também com alto grau de domesticação, evidenciado pelas penas das asas cortadas, uma prática comum para impedir o voo. Além disso, os militares descobriram um terrário com três filhotes de jabuti.
Todos os animais apreendidos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETRAS), onde receberão os cuidados necessários antes de serem reintroduzidos em seu habitat natural ou em instituições de conservação.
Consequências
A manutenção de animais silvestres em cativeiro sem a devida permissão é uma infração ambiental grave que impacta diretamente a conservação das espécies e alimenta o tráfico ilegal de fauna, um mercado que movimenta grandes somas de dinheiro. No Brasil, um filhote de jabuti pode ser comercializado por até R$ 600, enquanto aves como a arara-canindé azul podem alcançar valores entre R$ 5.000 e R$ 10.000.
Embora as espécies encontradas não estejam em risco de extinção, a prática de mantê-las em cativeiro sem autorização contribui para o aumento do tráfico de animais silvestres, que é uma das principais ameaças à biodiversidade. A repressão a esse tipo de crime é crucial para a preservação da fauna brasileira e para garantir o bem-estar dos animais.
A mulher responsável foi autuada com um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e deverá responder pelas infrações cometidas. A operação serve como um alerta para a importância da fiscalização e do cumprimento das leis ambientais no combate ao tráfico de animais e à manutenção ilegal de espécies silvestres.






