Uma professora que dava aulas dentro da Penitenciária de Patrocínio, no Alto Paranaíba, protagonizou uma cena inusitada e constrangedora: ela foi flagrada em ato sexual com um detento, em plena manhã de quinta-feira (23). Depois do escândalo, a servidora, que trabalhava por contrato temporário com o Estado, pediu dispensa imediata do cargo.
O caso veio à tona depois que policiais penais flagraram a educadora e o preso em comportamento considerado “inadequado” dentro do anexo da escola estadual que funciona dentro do complexo prisional. O flagrante aconteceu por volta das 10h, no horário em que os alunos custodiados participavam das atividades de ensino.
Assim que o episódio foi comunicado à direção, a professora foi chamada para prestar esclarecimentos à Superintendência Regional de Ensino de Patrocínio e acabou afastada do cargo ainda na manhã do ocorrido. Poucas horas depois, ela apresentou pedido de dispensa voluntária, tentando encerrar o vínculo com o Estado.
A Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) confirmou o fato e anunciou a abertura de um Procedimento Administrativo Simplificado (PAS), com base na Lei Estadual nº 24.805/2024, para apurar a conduta da servidora e adotar as medidas cabíveis. O caso também gerou repercussão dentro do sistema prisional.
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a direção da penitenciária já iniciou um procedimento interno de apuração e comunicou oficialmente o episódio à Superintendência de Educação. O detento envolvido será submetido ao Conselho Disciplinar da unidade e pode sofrer sanções administrativas, conforme as regras do sistema prisional.
Nos bastidores, o caso provocou forte repercussão entre servidores e alunos custodiados, já que a escola do presídio é parte de um projeto educacional que busca ressocializar os presos por meio da educação. A atitude da professora, no entanto, colocou sob questionamento a segurança e o controle dentro das unidades prisionais mineiras.






