O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que será instalada, na próxima terça-feira (4), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em resposta à grave escalada da violência no Rio de Janeiro e à operação policial que resultou em cerca de 120 mortes, a mais letal da história recente do país.
A CPI tem como objetivo investigar a estruturação, o funcionamento e a expansão das facções criminosas e milícias que atuam em diversos estados brasileiros. O foco principal será o combate ao poder paralelo exercido por esses grupos, que já controlam comunidades inteiras e interferem na economia e na política local.
Segundo Alcolumbre, é hora de o Estado brasileiro enfrentar de forma integrada o crime organizado. “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país”, escreveu o presidente do Senado em suas redes sociais.
A proposta de criação da CPI é de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e estava pronta para ser instalada desde junho deste ano, quando o requerimento foi lido em plenário. Diante da tragédia no Rio e da crescente pressão pública por respostas, a instalação foi antecipada.
A Comissão será composta por 11 titulares e 7 suplentes, indicados pelos blocos partidários, e terá prazo inicial de 120 dias de funcionamento, podendo ser prorrogada. Segundo fontes do Senado, a CPI deverá solicitar relatórios de inteligência da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para mapear o fluxo de recursos e a rede de influência do crime organizado.
Parlamentares de diferentes partidos já manifestaram apoio à iniciativa, defendendo que a investigação avance sobre a relação entre milícias e agentes públicos, a lavagem de dinheiro e a ocupação territorial nas grandes cidades. Também deverá ser analisada a expansão das facções para o interior do país e a cooperação entre grupos criminosos e cartéis internacionais de drogas.
Nos bastidores, senadores admitem que a CPI também poderá expor omissões de governos estaduais e municipais, inclusive no Rio de Janeiro, onde há suspeitas de envolvimento de agentes públicos em milícias locais.
A criação da CPI ocorre em um momento de forte tensão política e social, com o país em alerta após a megaoperação do Rio, que, segundo a Polícia Civil, tinha como alvo o Comando Vermelho, mas acabou deixando um saldo de mortes que provocou indignação de entidades de direitos humanos e de parte do Congresso Nacional.







será que se aparecer como dizem algum politico por tras, ministro e grandes empresarios, vão ser punidos ou vai acontecer de niguem ser preso?