Uma das vítimas da intoxicação por “falsa couve” (Nicotiana glauca), planta tóxica muitas vezes confundida com a couve comum, morreu na noite desta segunda-feira (13), após seis dias entubada. A mulher, de 37 anos, natural de Patos de Minas, não resistiu às complicações e faleceu na Santa Casa de Patrocínio, no Alto Paranaíba.
O caso ocorreu na última quarta-feira (8), quando a família preparou um almoço de confraternização em uma chácara na zona rural de Patrocínio. Sem saber do perigo, os parentes usaram folhas da planta venenosa acreditando se tratar de couve. Poucas horas depois, quatro pessoas passaram mal, apresentando vômitos, diarreia, confusão mental e dificuldade para respirar.
A mulher teve o quadro clínico mais grave e precisou ser intubada na UTI, mas não resistiu à intoxicação sistêmica provocada pela substância tóxica presente na Nicotiana glauca, conhecida também como fumo-bravo ou erva-de-cachorro.
Duas pessoas ainda permanecem internadas
De acordo com o boletim médico divulgado nesta segunda-feira (13), dois homens continuam internados na Santa Casa de Patrocínio. Um deles, de 60 anos, encontra-se sedado e respirando com ventilação mecânica, mas apresenta função renal preservada. O outro, de 64 anos, está consciente e respira sem aparelhos, embora mantenha quadro de confusão mental.
A quarta vítima recebeu alta médica após apresentar melhora significativa. A Polícia Civil e a Vigilância Sanitária investigam o caso e reforçam o alerta à população sobre o risco de confundir plantas ornamentais ou tóxicas com hortaliças comestíveis.
Planta altamente tóxica
A Nicotiana glauca, conhecida popularmente como “falsa couve”, contém alcaloides potentes, capazes de causar paralisia muscular, insuficiência respiratória e falência múltipla dos órgãos. A ingestão mesmo em pequenas quantidades pode ser fatal.
Especialistas em toxicologia alertam que a planta não deve ser cultivada próxima a hortas domésticas, já que a semelhança visual com a couve pode induzir ao erro. Em caso de suspeita de ingestão, o atendimento médico deve ser imediato, com acionamento do SAMU ou Corpo de Bombeiros.






