A delegada Ana Paula Lamego Balbino, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), permanecerá mais 60 dias afastada de suas funções, segundo confirmação da própria corporação. Ela é esposa do empresário Renê Júnior, que confessou ter atirado e matado o gari Laudemir Fernandes, de 44 anos, em 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte.
O novo afastamento amplia o período iniciado em 13 de agosto, dois dias após o crime. Na ocasião, a delegada havia recebido licença médica para tratamento de saúde, decisão mantida agora após nova perícia médica realizada recentemente. A PCMG não divulgou detalhes sobre o quadro clínico da servidora.
Delegada responde por porte ilegal e prevaricação
Além do afastamento funcional, Ana Paula Balbino enfrenta investigações internas e criminais. Em 28 de agosto, o delegado Evandro Radaelli, responsável pelo inquérito, concluiu que ela cometeu porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, ao permitir que o marido utilizasse uma pistola de sua propriedade — atitude proibida pela legislação brasileira.
Os investigadores apuraram que a delegada tinha ciência do uso da arma pelo empresário, que confessou o disparo que tirou a vida do gari. Por esse motivo, ela também responde por prevaricação, uma vez que teria deixado de agir diante de uma situação irregular envolvendo material bélico registrado em seu nome.
Crime que chocou Belo Horizonte
O assassinato de Laudemir Fernandes provocou comoção em Belo Horizonte e forte repercussão nas redes sociais. O gari trabalhava no momento em que foi baleado por Renê Júnior, após uma discussão motivada por uma manobra de trânsito.
O empresário alegou legítima defesa, mas as câmeras de segurança e os depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicaram que o disparo ocorreu de forma desproporcional. Renê segue preso preventivamente, aguardando decisão judicial.






