O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) fez um discurso contundente sobre a necessidade de taxar bancos, bilionários e casas de apostas online (bets). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o Senado vai corrigir o que classificou como “uma distorção criada na Câmara” durante a apreciação da MP que tratava da tributação, principalmente das plataformas de apostas (bets).
Segundo Cleitinho, o texto original da medida previa a taxação das bets, mas o relator retirou esse trecho e incluiu novos impostos sobre outros setores, o que acabou derrubando a proposta. “Com um mistério que até agora eu não consegui entender, o relator da medida provisória retirou do texto a taxação das vendas, que era a mais importante e ainda incluiu outros impostos”, afirmou o senador, criticando a decisão.
O parlamentar, conhecido por seu tom popular e estilo direto, disse que a correção será feita no Senado. Ele anunciou que apresentou, junto com o senador Alessandro Vieira, uma emenda para reintroduzir a taxação das apostas, bancos e bilionários, como forma de compensar a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
“Tem que ter compensação, porque o governo vai deixar de arrecadar. Então eu e o senador Alessandro estamos entrando com emenda para colocar a taxação das bets, dos bancos e dos bilionários”, explicou Cleitinho.
No discurso, o senador defendeu que as bets deveriam ser ainda mais controladas, chegando a dizer que “nem deveriam existir”. Ele também criticou os bancos, classificando suas práticas de juros como “roubo legalizado”. “Olha os juros abusivos que eles fazem com o povo brasileiro. Têm que pagar mais, têm que ser mais taxados”, disparou.
Em tom desafiador, Cleitinho mandou um recado direto aos grandes empresários e instituições financeiras: “Eu não tenho medo de vocês. Vem quente que eu tô fervendo.” O senador encerrou dizendo que o chamado “BBB — Bancos, Bets e Bilionários” será votado no Senado e pediu apoio popular para pressionar pela aprovação da medida.
A proposta reforça o discurso do parlamentar em favor da classe média e dos trabalhadores. “O povo que ganha até R$ 5 mil precisa respirar, e os grandes que sempre lucraram podem contribuir mais. É justo”, disse. Contudo, fazendo contraponto a maioria de seus pares, da direita, que sequer chegou a votar a MP no mérito, aprovando a retirada do texto da pauta da Câmara, pelo placar elástico de 251 a 193 votos.







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